Kim Basinger

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KIM BASINGER JURA, DE PÉS JUNTOS, QUE NUNCA PASSOU PELO TESTE DO SOFÁ
KIM BASINGER JURA, DE PÉS JUNTOS, QUE NUNCA PASSOU PELO TESTE DO SOFÁ

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Publicada em 19/03/2014 às 00:51:00

Kim Basinger nasceu no Estado da Geórgia, sul dos Estados Unidos. Família numerosa: cinco filhos naturais, dois adotivos. Seus pais eram jovens e parece que fizeram muita besteira no casamento. Sua mãe era dona de casa, ex-aspirante a atriz e modelo. Ex-trompetista, seu pai se estabelecera no mercado financeiro e cumpria a missão de dar "aquela força" à filha, que julgava predestinada ao sucesso.

Adolescente, Kim sentia-se aprisionada pelas convenções do ensino e repetia e repetia de ano. Até que passou a cair nas classes dos chamados "desajustados", a dos alunos-problema, engenheiros de aviõezinhos de papel. Contribuia para sua aversão ao colégio o apelido que recebeu:"lábios de preto", com a conotação racista característica da região sul dos EUA. Algo como beiçuda, beiçola, beição e afins. O tempo livre (e era muito, já que não estudava mesmo, ela gastava com diálogos que inventava e declamava para as paredes, além de aulas de balé, esqui aquático e ginástica.

Até que, aos 17 anos, mesmo em meio a uma crise de bronquite, ganhou o concurso de Miss Athenas Junior. Não chegou ao trono da versão estadual do concurso, mas acabou vencendo o igualmente estadual Breck Girl, de muito maior repercussão, e viajou para Nova York, onde participou das finais. Lá, durante aquelas clássicas entrevistas de concurso de miss, quando perguntada sobre quem ela gostaria de conhecer, Kim deu a primeira grande prova de sua esperteza: respondeu Eileen Ford, simplesmente a dona da maior agência de modelos dos EUA. Venceu o concurso e conheceu Eileen Ford. Um ano depois, já se instalava de mala e cunha na casa da própria, dando início a uma bem-sucedida vida de modelo, que duraria cinco anos.

Até que um dia ela se cansou. Pegou o namorado, o também modelo Dale Robinette, um gato, dois cachorros, pôs tudo num jipe, parou na ponte do Brooklin, jogou no rio o portfólio, os seus trabalhos de moda e pegou a estrada rumo à costa Oeste, ou seja, Hollywood. Duas semanas depois já estava gravando um episódio para a série "Starsky e Hutch", os policiais que fizeram a delícia dos insones brasileiros na TV Bandeirantes, no final dos anos 1970 e começo dos 1980.

Em 1985, ela estrelou "Louco Amor", dirigida por Robert Altman. Daí pra frente, não parou mais. Foi até uma Bond-girl em "007 Nunca Mais Outra Vez". Suas cenas sensuais com Sean Connery não passaram despercebidas, claro. O tórrido romance com Mickey Rourke no grande clássico co cinema erótico "Nove Semanas e Meia de Amor", lhe deu o status de sex-symbol. Revelou o seu lado cômico em "Encontro às Escuras", com Bruce Willis, "Nadine" e "Minha Noiva é Uma Extraterrestre", até pegar o papel de uma quase heroína, em "Batman". Aproveitou para namorar o poderoso produtor do filme, Jon Peters.

Foi em 1991, nas filmagens de "Uma Loura em Minha Vida", que conheceu o ator Alec Badwin, com quem logo se casaria. Foi também nesse filme que Kim teve sua primeira oportunidade de cantar diante das câmeras, o que ela considerou a melhor coisa da produção. Gostou tanto que decidiu gravar um disco só com canções de sua autoria. Criou ainda sua própria produtora e lançou um livro com seus escritos, poemas, contos e histórias para crianças. E mais uma autobiografia chamada "Between Action", onde conta suas aventuras nos sets de filmagens, segundo ela, "a única coisa que importa no mundo do cinema".               
(Resumo do capítulo 51 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")