Milton Alves Júnior
Depois de 48 horassem atividades escolares, todas as instituições de ensino da rede estadual reiniciam nesta manhã o acolhimento de crianças e adolescentes. A decisão foi deliberada no início da noite de ontem por servidores públicos durante realização de assembleia extraordinária, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese). Contrários à proposta de 2,5% no reajuste salarial dos professores – projeto apresentado na semana passada pelo governo de Sergipe -, os educadores foram informados que no início da próxima semana representantes da entidade sindical serão recebidos pelo Poder Executivo Estadual.
Respondendo interinamente pela presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), o deputado estadual Garibalde Mendonça (PDT), destacou ainda durante a manhã de ontem que reconhece a luta dos servidores públicos, mas pediu que os profissionais da educação básica tenham paciência diante dos trâmites.
“Esta semana tive uma conversa bem demorada com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe, Professor Roberto Silva, com a professora Ivonete, e com a ex-deputada Professora Ana Lúcia. Uma pauta voltada para esta mobilização do Sintese, entidade esta, que desenvolve há anos um grande trabalho de forma regular e temos que respeitar. No entanto, citei a necessidade de passar um voto de confiança ao novo governo que tem somente quatro meses de gestão e, por menor que seja, já apresentou proposta aumento e abriu as portas para novas negociações”, avaliou o parlamentar. Por parte dos professores há indicativo de retomada da conciliação.
O Professor Roberto destacou que a classe trabalhadora permanece disposta a dialogar com o Governo de Sergipe, desde que a proposta inicial não seja levada para votação em sessão plenária. “Sabemos que o poder da caneta está nas mãos de Fábio Mitidieri, então desejamos que representantes da nossa categoria sejam recebidos por ele. Caso indique o vice-governador, o secretário da Casa Civil [Jorginho Araújo], o próprio Garibalde e o líder do governo na Alese [deputado Cristiano Cavalcante (União Brasil)], não tem problema. Desejamos apenas que os assuntos sejam debatidos e atendidos”, disse.


