(Divulgação)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Quando segunda-feira chegar, junho será página virada. Forrozeiros e afins acalentarão saudades. Eu acalentarei a minha filha.
Tudo indica, Lorena há de nascer no primeiro dia de julho.Em lugar de me ocupar de estatísticas tristes, portanto, estarei em reunião com as estrelas, debruçado sobre a constelação de Câncer, atento a qualquer pista fornecida pelo universo a respeito da menina.
Há estatísticas, no entanto. Assim como também há festas, eventos grandiosos ainda por vir, memórias do Arraiá do Povo e do Forró Caju.
Segundo leio na coluna do colega Adiberto de Souza, Sergipe vai mal na geração de empregos. De acordo com o novo Caged, o estado foi o lanterninha do Nordeste na geração de postos de trabalho com carteira assinada, criando apenas 723 novas vagas, em maio passado. Aqui do lado, a Bahia criou 8.785 novos empregos formais no mesmo período.Ou seja: a cantilena da economia criativa é puro artifício de retórica na boca grande de do bem pago governador sergipano.
Adiberto lamenta: “Divulgadas à exaustão pela assessoria do governador Fábio Mitidieri, as ocupações geradas pelos festejos juninos – na verdade subempregos – vão acabar tão logo termine o caríssimo forrobodó oficial”.
O forró é página virada. A realidade concreta dos sergipanos, ao contrário, seja a alegria de um nascimento previsto e desejado, como o nascimento de Lorena,seja o rombo de um prato vazio, sucede as páginas subtraídas ao calendário. Festas acabam, fatalmente. A vida acontece todo dia.
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