Divórcios e casamentos aumentam no Estado

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem as Estatísticas do Registro Civil 2011. Os dados mostram números de divórcios, da guarda compartilhada, distribuição dos nascimentos por idade da mãe, os nascimentos não registrados no ano do nascimento da criança, entre outras coisas.

Em Sergipe, o IBGE mostrou que no tocante aos divórcios, o quantitativo tem aumentado a cada ano. Em 2009 foram registrados 1.712 separações, em 2010, 2.204 divórcios e em 2011, 3.210. Em apenas três anos, o Crescimento de divórcios chegou a quase 100%.

Anos passado, dos 3.210 casos de divórcios, 2.712 ou 50,52% foram consensuais, 49,23% não consensuais e 0,23% não declararam na averbação se o divórcio foi ou não consensual.
Dos casos não consensuais, 685 homens requereram o divórcio e 650 dos casos foi solicitação da mulher. 48,34% dos divórcios incluíam crianças menores de idade envolvidas. 8% dos casos tinham menores e maiores de idade. 14,31% dos casais continham filhos maiores de idade e 29,35% não tinha filhos.

Casamento – Mesmo com tantas separações, muitas pessoas ainda acreditam no casamento, e assim o número de união não para de crescer. Em 2009 foram registrados 6.855, já em 2010, 7.507 e em 2011, o IBGE detectou 7.845 uniões.

Em 2011, a maior taxa de nupcialidade entre as mulheres permaneceu no grupo de 20 a 29 anos, com 51,08% dos casos. Já entre os homens de 20 a 29 anos, esse percentual é menor, 48,67%. No geral a taxa de nupcialidade em Sergipe é baixa, apenas 5,1% de cada 1.000/habitantes casam. A taxa é a terceira menor do país.

Outro dado interessante é que 92,96% dos homens casam com mulheres solteiras, apenas 0,56% com mulheres viúvas e 6,2% com mulheres divorciadas. 86,92% das mulheres casam com homens solteiros, 1,27% casam com homens viúvos e 1,52% casam com divorciados.

Guarda – As Estatísticas do Registro Civil 2011 revelam também a hegemonia da responsabilidade feminina na guarda dos filhos. Em 94,37% dos casos as crianças ficam com a mulher. Apenas 2,16% das situações a guarda é do homem e em 2,42% a guarda é compartilhada, o que equivale a 37 casais dividindo a guarda dos seus filhos. A guarda compartilhada em 2009 aconteceu em 16 famílias, em 2012 em 22 delas. No quesito guarda compartilhada, os menores percentuais foram registrados em Sergipe e Rio de Janeiro com 2,8%.

A pesquisa mostra mudanças no comportamento reprodutivo das mulheres. Elas estão sendo mães mais jovens. Em mulheres menores de 15 anos foram registradas 405 partos, ou 1,13% do total. Entre 15 e 19 anos foram registrados 6.967 partos, ou 19,48%. Entre 20 e 24 anos o IBGE mostrou que houve 9.272 partos, ou 25,23% e entre 25 e 29 anos, 8.477 partos ou 23,07% dos casos.

35.767 casos de registros aconteceram em 2011. Desse total, 2.331 casos se enquadram nos registros extemporâneos, ou seja, os nascimentos não registrados no ano do nascimento da criança. O curioso é que 75 pessoas que nasceram antes de 1966 foram registradas em 2011. 21 delas foram registradas em Ilha das Flores, seis em Aracaju, seis em Lagarto e seis em Frei Paulo.

Mortes – O percentual de subregistros de óbitos em Sergipe entre crianças com menos de 1 ano de idade cresceu de 301 casos em 2010, para 370 registros em 2011. Em 2009 foram 388 óbitos. Em 2011, 345 crianças morreram de forma natural, cinco delas de forma violenta, e atribui-se a esse fator acidente de trânsito, afogamento, quedas e agressão física, e 20 casos a forma da morte foi ignorada.

861 mortes foram registradas entre pessoas na faixa de idade de 15 a 29 anos. Desse total, 510 foram de forma violenta (causas evitáveis, afogamento, acidente de trânsito, queda, entre outros), 269 causas naturais e em 82 casos não foi identificada a causa da morte.

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