SMTT não consegue normalizar transporte

Monique Oliveira

Após tomar conhecimento do mandado judicial aplicado sobre a empresa de ônibus VCA no último sábado, quando por meio de mandado de busca e apreensão, oficiais de justiça apreenderam 66 ônibus da empresa, sendo 44 da cidade de Aracaju e 22 de Salvador (BA), o superintendente Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Nelson Felipe da Silva Filho, reuniu a diretoria do órgão e os dois grupos que também compõem o sistema de transporte público da capital sergipana (Tropical Progresso e Modelo Halley) para viabilizar o atendimento aos usuários de ônibus urbano nos próximos dias e minimizar os impactos.

Durante o encontro ficou definido que o sistema vai ser suprido através de reprogramação das frotas das outras empresas. Com isso, de acordo com Nelson Felipe, as empresas Tropical Progresso e Modelo Halley se colocaram à disposição para cooperar com a continuidade do funcionamento do sistema.
"Através de estudo realizado pela nossa equipe da Diretoria de Transportes Públicos, ficou possível redistribuir os veículos que vão ficar em defasagem com os que tiveram que sair de operação, e assim o usuário não será prejudicado e as outras empresas não serão desestabilizadas", esclareceu o superintendente.

Para esta terça-feira, 19, está agendada uma nova reunião com os diretores das empresas para que o representante da VCA apresente uma resposta da situação e a equipe diretora da SMTT reanalise o plano de operação integrado montado de forma emergencial.
"Estamos empenhados para solucionar essa situação o quanto antes e trabalhamos para que o usuário do transporte público de Aracaju não seja prejudicado", colocou o técnico.

Funcionários da empresa alegam que o não pagamento do financiamento é apenas um dos problemas pelos quais a VCA passa. "Eles descontam nosso fundo de garantia e INSS e não repassam o valor para o governo. Além disso, estou na empresa há 15 anos e só tenho cerca de R$ 2 mil de fundo de garantia", desabafou J. G. S., acrescentando que quando leva atestado para a empresa o salário ou ticket é descontado.

Outro trabalhador diz ainda que funcionários com problemas de saúde são demitidos de maneira informal, e que, com relação aos ônibus apreendidos, há suspeita de que os 22 de Salvador estejam na capital sergipana.

Recolhimento – O recolhimento dos ônibus alugados pela VCA foi devido ao atraso do financiamento junto ao banco e a empresa terá um prazo de cinco dias para regularizar a situação. Norman Oliveira, diretor executivo da VCA, explicou que o processo de negociação estava ocorrendo normalmente e que em virtude da apreensão dos ônibus, deu entrada em uma ação cautelar na Justiça da Bahia, no sentido de reverter a situação.

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