Ainda na manhã de ontem a diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Tereza Simony, apresentou detalhes da investigação que culminou com a prisão de dois homens acusados de matar Clebison Pereira da Cruz, morto a tiros na noite do dia 2 de fevereiro deste ano. O crime aconteceu no bairro José Conrado de Araújo (zona oeste de Aracaju) e toda a movimentação dos assassinos foi gravada pela câmera de um estabelecimento comercial.
Seis suspeitos foram identificados, incluindo os dois acusados. Max Francisco Silva Santos, 24 anos, e Warllyn Nascimento de Medeiros, 21, foram presos domingo à tarde no próprio bairro por agentes do DHPP, em cumprimento a mandados de prisão temporária de 30 dias. Segundo as imagens divulgadas pela delegada, os dois aparecem chegando ao local com os três parceiros, e, com armas na mão, correndo atrás de um homem que passava de moto pelo local. "Eles esperaram a vítima passar. Quando a vítima passou, eles derrubaram a vítima e desferiram os tiros", descreveu a delegada.
Segundo Thereza, as investigações apontam ainda que há indícios também da participação de uma adolescente, namorada de Warllyn, que prestou depoimento e foi liberada. O veículo usado no crime, um GM Celta com placa de final 7477, foi apreendido pela polícia no dia 7 de fevereiro, por conta do roubo de um veículo de um casal em Itabaiana. A moto CG usada por um casal também foi apreendida.
Além dos investigados presos e da adolescente, a polícia aponta mais três participantes do assassinato: um homem conhecido por Bahia, sua namorada, identificada como Kelly, e outro conhecido como Vivi. "Ao serem interrogados, apesar das imagens, os investigados negaram as suas participações e não declinaram o motivo da prática do crime", explicou Thereza Simony. A delegada afirmou ainda que o motivo tenha a ver com uma tentativa de homicídio praticado contra Warllyn no dia anterior, no Conjunto Almirante Tamandaré (zona oeste). Warllyn responde a processo por porte de arma e roubo. A possível decretação de prisão preventiva de todos os envolvidos não é descartada pela polícia.


