Bacia Sergipe-Alagoas na 11ª rodada de licitações da ANP

A bacia petrolífera Sergipe-Alagoas participará da 11ª rodada licitações de blocos para exploração nos próximos dias 14 e 15 de maio. O edital lançado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) inclui outras 288 áreas, cobrindo 155,8 mil quilômetros quadrados distribuídos em 11 bacias sedimentares. As bacias contempladas são: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano. Dos 289 blocos, 166 estão localizados no mar – sendo 81 em águas profundas e 85 em águas rasas-, e 123, em terra.

Com a licitação, Sergipe passa a explorar os novos poços de óleo anunciados em 2012 pela Petrobras e se firma como grande produtor nacional de petróleo. Com uma produção de 40 mil barris/dia, a bacia SE/AL tem capacidade para aumentar em cinco vezes sua produção, saltando, assim, para 200 mil barris/dia. Os novos poços de petróleo foram os 1-BRSA-1108-SES (1-SES-172), localizado a 85 km de Aracaju, em profundidade de água de 2.583 metros; 1-SES-168 (denominado Moita Bonita), 3-SES-165 (Barra) e 1-SES-167 (Farfan), todos em águas ultraprofundas.

De acordo com a matéria publicada nesta quarta-feira, 13, no jornal O Globo, a ANP busca, através da 11° Rodada, descentralizar a produção de petróleo e gás no País. " A ANP explica que os objetivos da 11ª Rodada são diversificar geograficamente a produção  de petróleo e gás,permitir o conhecimento das bacias sedimentares, desenvolver a indústria nacional com foco em empresas de pequeno e médio porte, além de companhias estrangeiras,possibilitando o aumento da demanda por bens e serviços locais,geração de empregos e distribuição de renda", afirma o texto.

Dispondo de uma reserva de 14,52 bilhões de barris, o Brasil pode chegar a 35 bilhões de barris recuperáveis de óleo com as descobertas do Pré-sal. A publicação de O Globo traz também uma declaração do secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, o qual afirma que as reservas nacionais podem triplicar.

"As descobertas do pré-sal já avaliadas sugerem que temos um volume de óleo recuperável que é mais que duas vezes as reservas provadas brasileiras. Ou seja, podemos triplicar nossas reservas apenas com os volumes já avaliados. Há um potencial enorme no pré-sal, e isso vai ser desenvolvido com o tempo. E à medida que o tempo passa, a gente vai ter surpresas agradáveis".

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