Prefeitura tem prazo para adequar UPA do Augusto Franco

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

A Prefeitura Municipal de Aracaju tem um prazo de 30 dias para regularizar os equipamentos necessários para garantir assistência à população na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco, localizada no conjunto Augusto Franco, zona sul da capital.

A medida foi recomendada pela promotora de justiça dos Direitos à Saúde do Ministério Público Estadual (MPE), Euza Missano, após denúncias do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed).

O prazo foi pactuado no final da manhã de ontem, durante audiência pública promovida pelo MPE.
Na audiência, os representantes da UPA Zona Sul também firmaram o acordo para, no mesmo prazo, adequar a unidade de acordo com a capacidade instalada e regularizar a situação dos insumos, medicamentos e do laboratório quanto ao exame dosagem de eletrólitos, que serve para manutenção do tratamento do paciente.

Ainda durante a audiência, a direção da UPA informou que a unidade regularizou 83% dos medicamentos que devem ser disponibilizados para a comunidade. Também foi informado ao MPE que o Fernando Franco não apresenta condições para prestar atendimento de alta complexidade, mas acabam prestando o atendimento para não caracterizar negligência, uma vez que as equipes sempre encontram dificuldade para transferir o paciente para unidades de alta complexidade por falta de vagas.

Diante dos problemas, a promotora Euza Missano aguardará os prazos fixados para sanar os problemas e marcará nova audiência para debater a questão, com data ainda ser agendada.
Para a próxima audiência, serão convocados representantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Central de Regulação e do Sindimed.

Nestor Piva – Além da UPA do Fernando Franco, o Sindimed vem denunciando também a falta de condições de trabalho no Nestor Piva, na zona norte de Aracaju.
No dia 21, os médicos que trabalham na Unidade de Saúde telefonaram para o Sindicato dos Médicos relatando a problemática que estava inviabilizando o trabalho dos seis plantonistas.

De acordo com os profissionais, por conta das dificuldades instaladas no momento, estavam na iminência de fechar o plantão em virtude da falta de alguns medicamentos, e de materiais básicos para execução dos procedimentos. Por telefone, os médicos solicitaram orientação e a presença de representantes do Sindicato e do Conselho Regional de Medicina.

A orientação passada pelo Sindimed, através de seus diretores, é que os médicos fizessem um documentado por escrito relatando toda a problemática enviando para o Sindimed e prestassem queixa por intermédio de Boletim de Ocorrência.

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