Gabriel Damásio
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Os moradores da Avenida Cezartina Régis, no Conjunto Sol Nascente (zona oeste de Aracaju) acordaram ontem com um forte barulho de vários tiros de pistola. Eram dois homens armados e encapuzados que, por volta das 7h de ontem, dispararam mais de 30 vezes contra o ex-presidiário Robson Menezes dos Santos, 40 anos, que foi atingido 19 vezes e morreu no local. Na hora do ataque, ele chegava a uma academia de ginástica e nem chegou a descer de sua moto Yamaha preta de placa OEQ-5147/SE. A violência do homicídio chamou a atenção dos vizinhos e da polícia.
Segundo testemunhas, os dois atiradores passaram pela avenida em um carro de cor cinza e nem chegaram a descer do carro para matar Robson. Este, por sua vez, ainda subiu na calçada da avenida para tentar escapar dos assassinos, mas não conseguiu. Como havia pouca gente na rua, alguns ligaram para Polícia Militar para avisar que acontecera um acidente de trânsito. No entanto, a existência de um assassinato foi constatada quando os policiais localizaram várias cápsulas de pistolas calibres 40 e 380.
"Aparentemente se trata de uma execução, porque a quantidade de disparos, mais de 30 tiros, caracteriza o cenário de execução, não de roubo", afirmou a delegada Thereza Simony, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), frisando que a moto de Robson e um relógio dourado que ele usava não foram levados pelos assassinos. A delegada, no entanto, evitou passar mais detalhes do crime para não prejudicar as investigações, que, segundo ela, ainda estão no início.
A polícia já confirmou que Robson era ex-presidiário e morava no Conjunto Santa Lúcia, próximo ao Sol Nascente, desde que saiu da cadeia, em 2009. Ele já cumpriu pena por assaltos a bancos em Sergipe e na Bahia, mas, conforme informações passadas ao JORNAL DO DIA, era investigado como suspeito de alguns crimes recentes. O delegado Flávio Albuquerque, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), informou que vai acompanhar as investigações do homicídio. "Como Robson era ex-presidiário e estava em liberdade desde 2009 após responder por assaltos a bancos, nós vamos acompanhar a investigação de perto, pois é possível que possa desdobrar em algum caso que estamos investigando", declarou.


