As seleções espanhola e italiana medem forças nesta quinta-feira 27, nas semifinais da Copa das Confederações com objetivos diferentes, a Espanha querendo chegar à final desta competição pela primeira vez, enquanto a Itália quer se vingar da goleada sofrida na final da Eurocopa de 2012.
A partida está marcada para esta quinta-feira em Fortaleza, às 16h00 (horário de Brasília), um dia após Brasil e Uruguai decidirem em Belo Horizonte uma das vagas na final.
O atacante inglês Gary Lineker dizia que o futebol é um jogo de onze contra onze que, no final, a Alemanha sempre vencia. Mas isso parece mais pertinente hoje quando se fala da Espanha. Esta tendência começou a mudar na Eurocopa de 2008, quando os espanhóis conquistaram o primeiro grande título dessa nova fase dominadora da ‘Fúria’, eliminando inclusive a Itália nas quartas de final.
No segundo título continental da Espanha, em 2012, as duas seleções se cruzaram outras duas vezes, na partida de estreia (1×1) e na impressionante goleada por 4×0 na final.
"É inevitável que se fale desta partida porque ela deixou ferida e ainda está fresca na memória de todos", disse o técnico italiano, Cesare Prandelli.
Os espanhóis não acreditam que conseguem repetir a atuação da decisão da Eurocopa. "Aquilo foi a partida perfeita, em todos os pontos de vista, mas isso é passado", disse o lateral do Barcelona Jordi Alba, que marcou o segundo gol naquela final.
Historicamente, as duas equipes se enfrentaram 27 vezes em partidas oficiais, de acordo com as estatísticas do site da Fifa, com grande equilíbrio: são 8 vitórias para cada lado e 11 empates.
Problemas – A Itália chega com dois desfalques milaneses, o zagueiro Ignazio Abate e o atacante estrela, Mario Balotelli, que voltaram ao país já que nenhum dos dois teria condições de jogar a final em caso de vitória contra a Espanha.
O normal seria que Prandelli optasse pela veterano atacante do Bologna, Alberto Gilardino, de 30 anos, para substituir Balotelli, mas o técnico deu a entender que poderia entrar com um formação diferente para tentar resolver os problemas defensivos da equipe (8 gols tomados em 3 jogos na competição).
Prandelli poderá contar, porém, com a volta do meia Andrea Pirlo, alma e cérebro da equipe, que não enfrentou o Brasil (2×4) por causa de uma lesão mas treinou normalmente na terça-feira.
Do lado espanhol, os volantes Fabregas e o atacante Roberto Soldado eram dúvida mas voltaram a treinar normalmente com a equipe nesta quarta-feira e devem estar prontos para o jogo.
A Espanha chega mais descansada à semifinal, com uma primeira fase mais fácil e com menos viagens que a ‘Nazionale’.
Os espanhóis derrotaram o Uruguai (2×1), o Taiti (10×0) e a Nigéria (3×0), e puderam colocar todos os jogadores do elenco para jogar, inclusive os três goleiros.
Por sua vez, a Itália teve caminha árduo até Fortaleza. Derrotou o México por 2×1, o Japão por 4×3 e perdeu para o Brasil 4×2. Contra o Japão, perdia de 2×0 e virou. Frente aos mexicanos, a vitória veio com um gol no fim e, finalmente, chegaram a ameaçar os anfitriões.


