Jackson Barreto assume como governador efetivo

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Depois de 125 dias como interino e ainda em luto, o governador Jackson Barreto (PMDB) toma posse do cargo em definitivo, às 11h30 de hoje, em solenidade oficial na Assembleia Legislativa. No final da manhã, após a sessão ordinária das 9h, os deputados estaduais serão convocados para uma sessão solene, na qual ele prestará o juramento constitucional e assinará um termo de posse. Os detalhes da cerimônia não foram divulgados, mas o próprio Jackson já declarou expressamente que não quer pompas em sua posse, limitando-se a um discurso breve e objetivo. "Nas circunstâncias em que ocorre não há qualquer motivo para comemoração. Faremos uma posse sem festa, simples. Apenas para cumprir uma obrigação constitucional. Após a solenidade, volto ao gabinete para trabalhar", disse.
O novo governador também deve fazer nesta semana uma ampla reunião com todos os dirigentes dos partidos aliados para tentar estabelecer as prioridades do governo, mas avisa que qualquer mudança na equipe só vai ocorrer a partir de janeiro. Além de definir os ajustes políticos do grupo, composto por PT, PMDB, PSB, PCdoB, PSD e PRB, Jackson considera prioritário neste mês de dezembro assegurar o pagamento em dia do décimo terceiro e dos salários dos servidores públicos, sem comprometer o funcionamento da máquina e de setores essenciais como Saúde e Segurança Pública. "Todo o esforço será para juntar as receitas do Estado e garantir um encerramento de ano tranquilo, apesar de todas as dificuldades", explica.
O cargo foi declarado vago na sessão da última quinta-feira, depois que a presidente da Assembleia, deputada Angélica Guimarães (PSC), recebeu a certidão de óbito do governador titular, Marcelo Déda Chagas (PT), anexada a um comunicado oficial da Casa Civil do Estado. O rito de posse é uma obrigação prevista na Constituição Estadual, que em seu artigo 77, manda que, em caso de falecimento do titular, o posto de governador seja declarado vago e ocupado pelo vice, por sucessão.
Apesar de licenciado para tratamento de saúde, Déda estava no exercício de seu mandato quando morreu, na semana passada, aos 53 anos. Em toda a história sergipana, isto aconteceu apenas uma vez: em outubro de 1856, o então presidente da Província de Sergipe, Inácio Joaquim Barbosa, fundador da cidade de Aracaju, morreu após complicações causadas por uma epidemia de cólera-morbo.

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