Grande Aracaju tem maior segurança no abastecimento neste verão

A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) dispõe hoje de uma gestão mais eficaz da água, assegurando a oferta do bem essencial com qualidade e de forma contínua aos domicílios urbanos atendidos. Há cinco anos, a Grande Aracaju não sofre problemas de desabastecimento, mesmo durante a estação mais quente do ano. Neste verão de 2014, por exemplo, a população da região metropolitana conta com uma maior segurança na produção de água potável. A conquista é resultado dos investimentos realizados na recente concretização de projetos como a duplicação da adutora do São Francisco e a construção da barragem do Poxim.

Por dia, a Deso produz mais de 305 milhões de litros de água tratada para atender a população de Nossa Senhora do Socorro, Aracaju, Barra dos Coqueiros e de parte de São Cristóvão, no Rosa Elze. Essas localidades são atendidas por um sistema integrado de abastecimento de água composto por adutoras do Ibura, Cabrita, São Francisco e Poxim. Estes dois últimos são os gigantes em volume produzido, sendo os responsáveis por 90% da água que chega aos imóveis da Grande Aracaju. Pela importância que têm para o cotidiano da população, ambos receberam obras nos últimos anos que expandiram a capacidade de acompanhar a demanda crescente por água.

Mais de R$ 212 milhões foram dedicados aos dois importantes projetos de melhoria da oferta de água para a Grande Aracaju. Com a aplicação desses recursos, o Governo do Estado consolidou a duplicação da adutora do São Francisco e a construção da barragem do rio Poxim. No primeiro, os trabalhos iniciados em 2007 contemplaram a captação, implantação de uma nova adutora, construção de caixa de passagem e duplicação das estações de tratamento de água integraram o projeto do Governo de Sergipe.
"Eu lembro que no ano de 2002 e de 2005 houve um longo racionamento, mas nos últimos anos o abastecimento aqui no bairro melhorou bastante e não passamos mais por esse problema", comenta Elen Cristina Salvador Sandoval, moradora do bairro Santa Tereza. No Veneza, os moradores também se lembram das dificuldades sentidas na época em que a produção de água não era suficiente. "Era muito difícil, a gente tinha que ficar reservando água nos baldes para tomar um banho, lavar prato, lavar roupa e às vezes não dava para fazer tudo. Hoje faço minhas atividades a qualquer hora, que tenho água na torneira", conta Silvânia Araújo.

Produção e segurança – Os resultados das obras começaram a ser percebidos em 2010. Naquele ano, com o começo da operação da adutora duplicada, a produção de água do sistema subiu de 1.750 para 3.000 litros por segundo. Na captação, estrutura fundamental que funciona como cérebro da linha de produção, o Governo adicionou quatro conjuntos de motobombas, unidades que se somaram aos seis existentes, oferecendo a maior vazão possível.
"A partir de 2010, nós já não tivemos mais problemas com racionamento no verão, pois começamos a operar o Sistema São Francisco explorando sua capacidade máxima e suprindo a queda de vazão do rio Poxim nos meses mais quentes e de consumo elevado", explica o diretor de Operações da Deso, Sílvio Múcio Farias. Para ele, em 2014, a segurança hídrica conta com um reforço ainda maior com a barragem do Poxim.

Foram R$ 85 milhões na estrutura que compõe uma área inundável de 5,2 km², com capacidade de armazenamento de 33 milhões de m³. O represamento é feito por uma unidade física de 1.125 metros de extensão e cota de 25 metros de altura. Enquanto a adutora do São Francisco teve a produção ampliada, a barragem do Poxim começa este ano a cumprir o seu papel: manter a regularidade do abastecimento.

A barragem ficou pronta em 2013 e desde então começou a acumular a água represada do rio Poxim-Açú, nos períodos chuvosos, para ser utilizada durante a estiagem. Em média, são 900 litros de água por segundo mantidos na produção durante o ano todo. "Agora não é necessário explorar a capacidade total do São Francisco. Se antes tínhamos que usar nove ou até dez bombas na captação, hoje usamos entre 7 e 8. A barragem do Poxim dá mais segurança, com ela é possível manter a vazão do rio que era perdida no verão", garante Sílvio.

Durante a estação mais quente do ano, a Deso precisa aumentar em 10% o volume de produção diária de água para suprir a demanda da população. Mais de 870 mil pessoas são atendidas pela empresa na Grande Aracaju. São produzidos 321 milhões de litros por dia, o dobro do que seria necessário para atender um consumo mais sustentável.

Preservação – Mesmo com uma infraestrutura hídrica que permite o abastecimento regular, a água é um bem escasso e deve ser preservada. "O Governo abriu caminho para solução dos problemas da cidade, mas ainda existem vários objetivos a serem alcançados. Para Deso, o foco a partir de agora será uma evolução constante no trabalho de redução de perdas", explica o diretor-presidente da Deso, Antônio Sérgio Ferrari Vargas, destacando que a empresa busca apoiar toda iniciativa da população relativa ao consumo consciente e ao não desperdício da água.

Fazer o uso consciente da água é necessário para a manutenção das fontes de abastecimento. Por isso, o trabalho de combate ao desperdício é um compromisso mútuo que deve ser seguido pela Deso e pela população. Desde 2013, a empresa deu início a um programa destinado a diminuir as perdas provocadas por vazamentos e ligações clandestinas. As atividades executadas por meio da Diretoria de Operações, segundo Sérgio Ferrari, são prioridades em 2014. "Outros esforços também serão feitos na modernização e informatização de processos", defende.

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