Rian Santos
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A exposição é dedicada a Rosa Faria, mas o grande personagem da mostra abrigada a partir de hoje pelo Palácio Museu Olímpio Campos é mesmo o curador Mário Britto. Não é pra menos. Num cenário completamente apático, obra e graça do desprezo corrente pela produção dos artistas visuais sergipanos, ao menos em âmbito institucional, o colecionador está entre os poucos preocupados com as cores e traços do lugar.
E é justamente do lugar que trata a mostra "Rosa Faria e o Dia Maior da Cidade". A história de Sergipe foi o principal motivo da artista de Capela. O acervo reunido pelo Memorial de Sergipe, responsável pela manutenção do espólio do Museu de Arte e História Rosa Faria – quadros, pratos de porcelana, azulejos e documentos históricos, registros de tudo que Rosa imprimiu com sua arte – testemunha o cuidado dedicado à memória.
A artista – Rosa foi professora, artista, pesquisadora, telegrafista, jornalista, taquígrafa e poetisa. Suas primeiras telas expostas ao público foram doadas ao acervo da Associação Sergipana de Imprensa, da qual foi uma das sócias fundadoras.
Foi também a grande vencedora do prêmio 1º Centenário de Aracaju, instituído pelo prefeito Dr. Jorge Maynard e realizado no governo de Dr. Roosewelt Menezes, em 1955. O talento de Rosa foi reconhecido pelo aplauso da alta sociedade sergipana, como demonstra a admiração expressada publicamente por autoridades como Epiphânio Dórea e o artista Rodolpho Tavares.
O reconhecimento, contudo, não a poupou de apuros. Foi em face das dificuldades para expor os seus trabalhos que ela fundou a Galeria Rosa Faria, em 17 de março de 1968, transformado depois em Museu de Arte e História "Rosa Faria".
A abertura da exposição acontece nessa quarta-feira, 12, às 19h no Palácio Museu Olímpio Campos e está sendo realizada em parceria com a Associação Sergipana de Imprensa, Academia Sergipana de Letras e Sociedade Semear.


