Kátia Azevedo
A Construtora Cotinguiba, uma das em presas responsáveis pela execução de obras de recuperação da segunda etapa do bairro 17 de Março, na zona de expansão, paralisou as atividades no local alegando que não vem recebendo pagamento da prefeitura pela realização do serviço em virtude da falta de contrato.
De acordo com a construtora, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), não licitou a obra. "Foi feito apenas um acordo informal. Até agora já gastamos mais de R$ 100 mil para fazer os reparos e não recebemos nenhum pagamento da Emurb. Agora só retomaremos os serviços após formalização e a assinatura do contrato", informou a responsável pela supervisão das obras, Tânia Maria Barbosa, da Construtora Cotinguiba.
Ainda segundo informações da representante da empresa, os serviços foram iniciados pela construtora há dois meses. "Entramos em contato com a Emurb para a busca de uma solução, entretanto, a resposta que obtivemos até agora é a prorrogação sucessiva de prazos sem nenhuma garantia contratual. Infelizmente esta foi a única alternativa encontrada", lamenta.
Tânia informou também que a empresa disponibilizou equipes e materiais de construção para realizar os servidores hidráulicos e elétricos das casas. Conforme a representante da Construtora Cotinguiba, boa parte dos serviços já foi concluída em três quadras, mas muitos imóveis continuam sem reparo.
Sobre a situação, a assessoria de comunicação da Emurb informou que a construtora foi contratada emergencialmente e que nova licitação está em fase de finalização para a execução das obras da 2ª etapa. Outra informação é que a Emurb está finalizando a documentação e os trâmites para agilizar o pagamento, sendo respeitado o ordenamento jurídico para dar celeridade nos trabalhos e em breve concluir a e recuperação das casas.
"A partir da próxima semana será definida a contratação de nova empresa para recuperação das casas da 2ª etapa até que o processo de contratação formal seja concluído", informou Ademar Queiroz, assessor de comunicação da Emurb.
No caso da segunda etapa das obras de infraestrutura do bairro 17 de Março, a Emurb aguarda a liberação dos recursos por parte da Caixa Econômica Federal (CEF) e que assim que os recursos forem liberados será aberto o processo licitatório.
A comunidade do bairro 17 de Março está preocupada com a situação. Segundo informações de Adriano Araújo, presidente da Associação dos Moradores do bairro 17 de Março, quatro empresas abandonaram as obras no local no ano passado em virtude da falta de contratos.
Ele informou que desta vez, as obras estão paralisadas desde o dia 03 de março e sem previsão de retorno. "Com a paralisação, foram prejudicados os moradores das quadras 14, 15 e 08", disse Adriano.
Ele destaca que o local está sem estrutura em várias ruas. Uma das principais reclamações dos moradores é a falta de pavimentação e saneamento. "São cerca de 650 casas esperando pelas obras na 2ª etapa", revela.
Os moradores deram um prazo para a prefeitura até ontem para que a situação fosse resolvida, e a partir de agora estão se mobilizando para procurar a justiça. "Fizemos um abaixo-assinado e reunimos informações sobre a paralisação das obras. Com este material, entraremos na semana que vem com uma representação junto aos Ministérios Públicos das esferas Estadual e Federal pedindo providências para realização das obras", informou Adriano. Ele destacou que muitas casas continuam sem portas, janelas e vaso sanitário, além da falta de saneamento e esgoto nas ruas.


