A Defensoria Pública do Estado de Sergipe, por intermédio do Núcleo da Saúde, conseguiu a medicação Telaprevir, para quatro ex-atletas de futebol na faixa etária de 60 a 70 anos, portadores da Hepatite C.
De acordo com o presidente da Associação de Garantia ao Atleta Profissional de Sergipe (AGAP/SE), Sílvio Alves de Freitas, os ex-atletas tiveram o tratamento interrompido, em virtude da falta de condições financeiras, para aquisição do medicamento. "Através da Defensoria Pública conseguimos um remédio, que custa ao ano por atleta cerca de R$ 120 mil a R$ 150 mil. Essa ação da Defensoria foi muito importante e atendeu aos anseios, por isso agradeço o empenho e dedicação dos defensores e dos psicólogos", destacou Silvio Freitas.
Segundo Sílvio Freitas, 50% dos ex-atletas em todo país têm Hepatite C. "A Federação das Associações de Atletas Profissionais descobriu em 2009, que a maioria dos atletas tinha falecido de Hepatite C. Em Sergipe detectamos que entre 12 ex-jogadores de futebol, oito estão com a doença e desse número, quatro não tem como tratar por falta de condições financeiras, por isso procuramos a Defensoria Pública", disse.
Ainda, segundo Sílvio, a doença se alastrou devido ao uso compartilhado de seringas mal utilizadas na aplicação de medicamentos. "Eles tomavam muita medicação para problemas no joelho, vitaminas, complexos e outros tratamentos, com a mesma seringa que era compartilhada por outros atletas, o que ocasionou a infestação da doença", explicou.
"Infelizmente, o Ministério da Saúde não tinha liberado o remédio através da AGAP, o que nos deixou preocupado. Essa ação da Defensoria abriu portas, para que outros estados possam também buscar a ajuda da instituição e salvar vidas", enfatizou Silvio.
O coordenador do Núcleo da Saúde, defensor público Murilo de Souza, afirmou que a ação foi contra o estado e município. "A obrigação do estado e município é solidária. A liminar demonstra que a prestação jurisdicional foi bem célere, dando uma devida atuação ao caso. Os ex-atletas estão necessitando muito desse medicamento e o Núcleo da Saúde da Defensoria cumpriu a missão, em solucionar mais uma questão de saúde pública", afirmou o coordenador e defensor público, Murilo de Souza.


