Trabalhadores comemoram o dia com mobilizações

Milton Alves Júnior
miltonalvesjúnior@jornaldodiase.com.br

Centrais sindicais e associações de trabalhadores realizam hoje no Estado de Sergipe uma série de mobilizações alusivas ao Dia do Trabalhador, comemorado nesta quinta-feira, 01 de maio. Em Aracaju, mais de dez categorias estarão se mobilizando na Orla de Atalaia, zona sul da capital, para chamar a atenção da população quanto a uma possível falta de investimento nos setores estatais e regressas desvalorizações profissionais. A mobilização que está prevista para começar por volta das 8h está sendo articulada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), e recebe o apoio de sindicatos considerados de vasta representatividade, a exemplo dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), que luta pela valorização da carreira do magistério há mais de dois anos.
Entre as pautas de reivindicação está a luta pelo plebiscito popular para a reforma política, considerado pelos sindicalistas como um tópico importante, além da Reforma sindical, reforma tributária e reforma da comunicação. Ainda de acordo com a direção geral da CUT este ano torna-se impar e especial em virtude das várias manifestações que cobram o direito a verdade e a memória sobre a Ditadura Militar no Brasil.
Para o presidente Rubens Marques, a perspectiva é que trabalhadores e trabalhadoras da Grande Aracaju e demais municípios sergipanos possam se reunir nos arcos da orla e promover uma manifestação pacífica e que possa mostrar a união entre os sindicatos filiados. "A nossa pauta cada vez mais é coletiva, abrangente, que não está restrita a uma categoria, mas busca a mudança social em favor de todos os trabalhadores e trabalhadoras, esta sim é a pauta sindical que a CUT/SE defende. Estaremos mais uma vez unidos pelo progresso de todos os brasileiros e dizer que estamos cansados de tanta impunidade", disse.
A Central Única informou também que pretende levar às ruas a respectiva insatisfação quanto ao investimento em campanha que segundo ela cresce significativamente a cada dois anos. Pela linha ideológica dos sindicalistas, as eleições dos candidatos desprovidos de grandes ‘padrinhos’ financeiros tornam-se cada vez menos viáveis e com chances de êxito.
De acordo com a presidente do Sintese, Ângela Melo, a categoria tem uma pauta extensa de reivindicações, mas nesse momento o foco dos docentes é cobrar o pagamento integral do piso salarial, plano de cargos e carreiras e aplicação dos 10% dos Royalties do petróleo na educação que está constatado no Plano Nacional de Educação (PNE). "Além do apoio de todos os professores, precisamos da participação integral da sociedade em geral. Queremos e necessitamos dos alunos ao nosso lado, dos representantes desses estudantes também nessa luta. O Brasil enfrenta injustiças por falta de educação de qualidade. A educação é o alicerce de todo progresso", afirmou. Os professores exigem também reformas na estrutura das escolas e aquisição de mais livros.

Outras mobilizações – Já no Terminal de Integração da Atalaia a União Geral dos Trabalhadores (UGT), em Sergipe, estará realizando uma manifestação também em prol do progresso trabalhista no Brasil. O ato público está marcado para começar às 9h e traz reivindicações importantes a exemplo da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; reforma agrária; realização de concurso público; não aprovação do projeto de terceirização, valorização do servidor público e fim do fator previdenciário. Os trabalhadores tendem a chamar a atenção dos passageiros para este dia 1º de Maio. A meta é apontar o feriado como apenas uma não ida ao local de trabalho, mas um dia para reflexão sobre a importância de alcançar mais direitos.
"Não podemos olhar para trás e esquecer os avanços, mas também não devemos negar que o trabalhador ainda tem muitos direitos a conquistar. Precisamos fazer as transformações necessárias, por meio do voto e da luta, para ter a garantia de uma vida mais digna", disse o Ronildo Almeida, presidente da UGT.

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