Estudantes de Laranjeiras protestam por segurança

Estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus Laranjeiras, realizaram na tarde de ontem em Aracaju uma caminhada pelo centro comercial a fim de chamar a atenção dos populares quanto aos precários serviços prestados na instituição federal, como também, a onda de violência que frequentemente perturba os acadêmicos. Reunido em frente ao Palácio Olímpio Campos, na Praça Fausto Cardoso, o grupo cantarolava canções genuinamente da cidade de Laranjeiras, dialogava com a população e criticava o reitor Ângelo Roberto Antoniolli que, segundo eles, há mais de um ano não se mostra interessado em receber uma comissão de estudantes e dialogar possíveis melhorias para a comunidade universitária.

Diante das cenas de violência o Governo de Sergipe teria disponibilizado duas equipes do Grupo de Ações Táticas do Interior (GATI) ainda no mês de fevereiro, mas a atuação militar durou apenas duas semanas. "Preocupados com essa onda de violência nós fizemos uma ocupação no prédio da reitoria que durou três dias e um dos pontos exigidos era relacionado à falta de segurança. O secretário da SSP atendeu o nosso pedido, mas isso durou apenas uma semana. Nesse período o índice de assaltos e outros casos de violência caiu muito, mas depois que as equipes deixaram o local em definitivo a situação voltou a ser o que era antes", disse.

Paralelo à vulnerabilidade das ações dos meliantes, os manifestantes queixam-se também de uma possível precariedade estrutural e educacional da UFS/Laranjeiras em todos os cursos de graduação presentes naquela unidade. Questionado quanto aos demais problemas que interferem no aprendizado dos estudantes, foi citado por Celso o tamanho do prédio. Segundo ele, a demanda de estudantes é superior às condições físicas atualmente disponibilizadas pelo campus. "Todos sabem que a nossas condições de estudo são pequenas e a quantidade de alunos para o espaço físico é inapropriado. É preciso que o reitor decida se encontrar com nós estudantes para que juntos possamos encontrar alguma solução imediata para esses problemas que citamos na tarde de hoje", pontuou.

Compartilhando com as declarações do representante do DCE, a aluna Jéssica Fontes lamentou a permanência dos descasos administrativos e culpou os diretores gerais por permitir que os problemas permaneçam prejudicando a comunidade. Para ela, é preciso que algumas turmas sejam transferidas para o Campus São Cristóvão.

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