Rian Santos
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Coube a um tal Gabriel Diniz o privilégio de apagar as luzes do Forró Caju 2014. No palco principal. A uma altura negada à maior parte dos nossos. Segundo a comunicação da Prefeitura de Aracaju, o cantor fechou a festa "com chave de ouro". Discordâncias à parte, é preciso admitir que foi um desfecho coerente.
O cantor não escondeu a expectativa de cantar para um público tão grande. E fez questão de trocar os pés pelas mãos ao elencar as próprias virtudes. Falou, falou, e não disse nada. "Quero impressionar a galera de Aracaju, trazendo um estilo inovador e diferente, e levando ao palco o novo sucesso ‘Amor de Copo’. O show é diferenciado, mas com qualidade para o público".
Difícil entender o que o dito cujo entende por inovação. A variação plastificada do gênero, obra e graça de uma indústria orientada exclusivamente pelo tilintar das trinta moedas prometidas a Judas, não é novidade pra mais ninguém. Seja como for, o fato é que Gabriel vem fazendo a parte que lhe cabe no jogo. Uma aposta segura, tendo em vista o ambiente crítico em nossos dias.
"Mesmo com uma roupa diferente, diante de tanto improviso, a gente conta muito com o público, sem falar da produção. Assim o público pode ver quem é o Gabriel Diniz", afirma.
É evidente que estas mal traçadas estão amparadas em pré-conceito puro e simples, sem o menor conhecimento de causa. Mas é a velha história: Diga-me com quem andas…
Xande e Solange, vocalistas da banda Aviões do Forró, deram uma palhinha no show. Wesley Safadão também não se fez de rogado.
O Forró Caju 2014 já foi. Não deixou um pingo de saudade.


