O presidente da CBF, José Maria Marin e o vice-presidente Marco Polo del Nero, apresentaram na manhã desta terça-feira 22, o novo técnico da Seleção Brasileira, Dunga. Depois da apresentação, Dunga concedeu entrevista coletiva de imprensa na sede da entidade.
O primeiro amistoso de Dunga à frente da Seleção Brasileira será no dia 5 de setembro contra a Colômbia, no Estádio Sun Life, em Miami e dia 9, contra o Equador, no Estádio MetLife, em Nova Jersey. O Superclássico das Américas – confronto contra a Argentina – será disputado no dia 11 de outubro, no Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, na China.
Além dos amistosos desse ano, Dunga já começou a trabalhar em conjunto com o coordenador Gilmar Rinaldi traçando o planejamento para o futuro imediato: a disputa da Copa América, em 2015, no Chile, e das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2018.
– Não podemos vender ilusão ao torcedor brasileiro. A Seleção Brasileira terá muitas dificuldades pela frente, a começar pela Copa América, cujos adversários melhoraram muito de nível, e depois, as Eliminatórias.
Antes da Copa do Mundo haverá as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, em que o técnico será Alexandre Gallo, como ratificou, na entrevista, Gilmar Rinaldi.
Histórico – Dunga, campeão do mundo como jogador em 1994, substitui. O ex-volante e capitão, de 50 anos, volta a ocupar o cargo de treinador do Brasil, após comandar a seleção na Copa do Mundo da África do Sul-2010. "É um prazer estar aqui novamente", declarou Dunga, em coletiva de imprensa.
A CBF resolveu dar uma segunda chance para Dunga à frente da seleção brasileira, ao invés de apostar em Tite, o ex-técnico do Corinthians que conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de clubes da Fifa de 2012, como apontavam os rumores.
O técnico, de temperamento forte e pouca paciência, apontou o complicado relacionamento com a imprensa como um dos erros de sua primeira passagem pela seleção, entre 2006 e 2010. "Eu tenho que aprimorar meu relacionamento com a imprensa, essa é a reflexão que tive na minha primeira experiência na seleção", disse o ex-volante.
A CBF deixou claro, que a escolha de Dunga faz parte de um projeto que mira a Copa do Mundo da Rússia-2018.
– Minha primeira passagem foi para resgatar o valor da seleção brasileira, da camisa da seleção e obter resultados. Na segunda passagem, a tendência é preparar a seleção para a Copa de 2018. Vamos encontrar nas eliminatórias, equipes que cresceram muito, como Argentina, Uruguai e Colômbia, então temos que nos preparar para essa competição, que vai ser muito difícil. Nós temos que buscar dentro da organização, dentro do planejamento, um futebol com características do futebol brasileiro, explicou Dunga.
O novo técnico queixou-se do hábito brasileiro de vender ao torcedor a ideia que a seleção vai ser campeã antes mesmo de disputar a Copa do Mundo. "Não podemos vender uma ilusão ao torcedor, de que vamos conseguir o que queremos de um dia para outro. Vai ser um trabalho duro", concluiu.


