Carregadores da Ceasa já começaram a pagar taxa

Os carregadores da Central de Abastecimento de Alimentos do Estado de Sergipe (Ceasa) já estão pagando as taxas cobradas pela associação que gerencia o local.

A cobrança vem gerando reclamações e protestos dos carregadores. De acordo com informações dos trabalhadores que atuam no local, as taxas começaram a ser cobradas desde a última terça-feira. "Tive que pagar R$ 30 para poder trabalhar hoje. Esse dinheiro vai fazer muita falta em casa", reclama Cristiano Santos. Ainda segundo ele, a diretoria da Associação dos Usuários da Ceasa reuniu os carregadores para informar que nesta sexta-feira começa a entregar o fardamento e crachás para que continuem trabalhando no local.

Pela manhã uma comissão formada por carregadores da Ceasa participou de uma reunião na Emgetis com representantes da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), proprietária do prédio onde funciona a Central de Abastecimento.
Um dos encaminhamentos acertados durante a reunião é a intervenção do governo junto à Associação dos Usuários da Ceasa para buscar alternativa em relação à cobrança da taxa, que pode chegar a R$ 300, a depender do transporte.

A proposta apresentada na reunião é que a cobrança seja feita pelos dias trabalhados e não mensalmente, como quer a associação. De acordo com os participantes da reunião, a cobrança mensal é inviável considerando que a renda depende da demanda de clientes que utilizam o transporte de alimentos e produtos.        
O secretário chefe da Casa Civil, Zezinho Sobral, participou da reunião e designou ao secretário da Agricultura, Francisco Dantas, que entre em contato com a Associação dos Usuários do Ceasa nesta sexta-feira, prazo que inicia oficialmente a cobrança da taxa.

O caso sobre a cobrança das taxas trouxe à tona a discussão de mudanças sobre a administração da Ceasa. Em setembro do ano passado, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Sergipe (MPE) e a Cohidro foi realizado com o objetivo de haver um processo licitatório para regularizar a atividade comercial na Ceasa. Para o MPE é importante que o espaço público seja utilizado de forma correta a atender o interesse público e que o mesmo seja ocupado por quem obtenha o título jurídico e administrativo para explorar o local. Na época, foi cogitada a possibilidade para a rescisão do contrato que concede a cessão de uso da Ceasa para a associação.

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