Kátia Azevedo
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Cerca de 200 alunos, servidores e professores do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) de Lagarto realizaram na manhã de ontem uma caminhada pelas ruas Da cidade para chamar a atenção da sociedade sobre os motivos da suspensão das atividades.
De acordo com os professores, as aulas somente serão retomadas após a oferta de uma estrutura mínima para o funcionamento dos cursos. A última decisão sobre a continuidade da greve ocorreu em assembleia realizada no dia 31 de julho.
Durante a paralisação, os professores continuam mobilizados. O ato público de ontem foi uma das atividades de uma extensa agenda que o corpo docente e estudantes organizaram para cobrarem da reitoria da UFS e da Prefeitura do município estrutura para funcionamento do campus.
Marcela Déda Chagas, professora do campus de Lagarto, disse que o principal objetivo da mobilização é envolver toda a sociedade, mostrando as razões que levaram a categoria a suspender as aulas.
"Nossas principais pautas são condições de trabalho, segurança e mais professores para o campus", informa. Ela destaca que o campus de Lagarto enfrenta uma série de problemas estruturais e que na atual conjuntura não há condições para o início do período letivo.
Na terça-feira, 05, os professores, servidores e discentes realizaram um ciclo de palestras para a comunidade com o tema ‘Vacinas: um instrumento de saúde’ realizada na Vivência da UFS. Na quarta-feira, foi realizado um debate com a apresentação das pautas e reivindicações, além da mobilização "Profissionais de Saúde na Praça" com avaliação de medidas antropométricas e aferição de parâmetros clínicos (Glicemia e Pressão Arterial). Na quinta, foram realizadas oficinas de cartazes com atividades internas do comando de greve.
Em assembleia ocorrida no dia 09 de julho, os docentes do campus de Lagarto decidiram manter a paralisação das atividades de ensino, por considerarem que a universidade ainda não oferece condições suficientes para o retorno das aulas.
As atividades de ensino da UFS em Lagarto estão paralisadas desde o dia 25 de abril deste ano, quando os estudantes entraram em greve por falta de estrutura mínima para a continuidade do período letivo. No dia 12 de maio, os docentes do campus decidiram parar também, reforçando a mobilização.
De acordo com os professores, as atividades de ensino estão paralisadas por causa das condições de trabalho precárias, principalmente para os cursos que estão se formando agora.
Antes da assembleia, houve uma reunião com o diretor acadêmico do campus, o professor Fabiano Alvim, mas a situação teve pouco avanço.
Segundo informações do corpo docente do Campus, as clínicas de Fonoaudiologia, de Nutrição, continuam paradas e a perspectiva de chegada do maquinário é de no mínimo seis meses, através de licitação. Por conta disso, os professores decidiram manter as atividades de ensino paralisadas.
Os profissionais continuam trabalhando no departamento, mas não voltaram para a sala de aula sob o argumento de que não há condição de realizar as aulas.


