Secretários e presidentes de Fundações de Apoio à Pesquisa (FAP) das regiões Norte, Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo estiveram reunidos na sede do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília, para a reunião de validação do Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento sustentável do Nordeste – PCTI/NE.
O PCTI Nordeste contém objetivos que devem ser alcançados, através de linhas de ação, diretrizes e iniciativas orientadas para a adoção de ações concretas do Plano, tendo como ponto de partida o ano de 2015. As diretrizes e iniciativas foram sugeridas pelos atores regionais e estaduais que participaram das dez Oficinas realizadas nos estados da região, bem como pelos consultores, autores das notas técnicas e especialistas entrevistados.
Coordenada pelo diretor do CGEE, Antônio Carlos F. Galvão, a reunião foi voltada para apresentação de sugestões e ressalvas sobre as questões de forma do documento. "O Plano teve o seu processo de construção orientado pela visão regional, buscando organizar ações ao redor dos principais vetores do desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Nordeste, como a orientação metodológica – que adotou os princípios do planejamento participativo, incorporando aos seus resultados, os elementos adicionais de estudos complementares realizados sobre a questão. É importante destacar que o Plano tem caráter executivo, seus resultados traduzindo-se em ações de curto, médio e longo prazo", explica o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência Tecnologia (Sedetec), Saumíneo Nascimento.
As metas do Plano foram definidas a partir dos objetivos estratégicos. Elas procuraram espelhar as escolhas realizadas, pelos vários atores que participaram desse processo de planejamento participativo. Todas as metas possuem relação com mais de um objetivo estratégico, sendo que a questão da educação aparece como condicionante base para que a ciência, tecnologia e informação (CT&I), se torne elemento chave do processo de desenvolvimento sustentável da região. O reforço das estruturas destinadas à gestão nos estados, também é condição base para o sucesso na implementação do Plano e para revisão do marco legal, assim como a questão dos recursos, onde se vislumbra, além do aumento dos dispêndios nacionais, a necessidade de que estados e iniciativa privada elevem seus investimentos.
Também ficou estabelecido que durante a implementação do PCTI, as diretrizes e iniciativas deverão ser desdobradas, por parte das instituições incumbidas da política de CT&I do Governo Federal, dos governos estaduais e municipais e dos agentes da iniciativa privada, em ações concretas de programas, projetos e atividades.


