Mesmo preso, Sukita briga para registrar candidatura a deputado

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O ex-prefeito de Capela (Agreste) Manoel Sukita dos Santos e o ex-secretário de finanças da cidade, José Edivaldo dos Santos, foram transferidos ontem de manhã para a Cadeia Pública Territorial de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), também chamada "Cadeião de Socorro". Eles passaram o fim de semana detidos na 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), no Santos Dumont (zona norte da capital), de onde saíram às 11h para fazer um exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal, antes de seguirem para o presídio.

Durante a passagem pelo IML, o ex-prefeito estava com o braço esquerdo atado a uma tipoia. Segundo informações da defesa, ele reclamava de dores causadas pela má posição ao dormir em uma das camas da carceragem.  Sukita e Edvaldo foram presos pela Polícia Federal no último sábado, depois que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife (PE), atendeu a um recurso do Ministério Público Federal (MPF) e revogou a decisão da 9ª Vara Federal que dava liberdade aos dois acusados. Na ocasião, eles ficaram 40 dias detidos no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju).

O advogado do ex-prefeito, Emanuel Cacho, impetrou, ainda no sábado, um habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília (DF), pedindo a libertação deles. O pedido foi distribuído ontem, mas ainda não tem prazo definido para ser julgado. Cacho disse ontem que a decisão do TRF-5 pela nova prisão de Sukita e Edivaldo foi "arbitrária" e rebateu o argumento usado no recurso do MPF, segundo o qual não havia nenhum fato novo que justificasse a soltura dos acusados.

Sukita e Edivaldo respondem a processo por desvios de verbas públicas e crimes de improbidade, que teriam acontecido durante os oito anos da gestão Sukita na Prefeitura de Capela – segundo as investigações, cerca de R$ 6 milhões em recursos estaduais e federais teriam sido desviados para contas fantasmas e empresas de propriedade do ex-prefeito. Eles alegam inocência, mas negam-se a comentar as acusações, pelas quais foram presos pela primeira vez em 3 de junho deste ano, durante a "Operação Pop", deflagrada pelas polícias Civil e Federal, com apoio dos ministérios públicos Federal e Estadual (MPE). Cacho também não fala sobre as acusações, alegando que elas serão explicadas em juízo.

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