Um rosto belo, enigmático e altivo – porte de rainha – , clássico e exótico ao mesmo tempo. A voz levemente rouca, as pernas mais famosas do cinema, o olhar desdenhoso e penetrante. Marlene, um símbolo da mulher-mistério, uma estrela que sempre brilhou – nas telas e nos palcos -, uma lenda viva e vibrante. Seu jeito andrógino, sempre foi objeto de comentários maldosos na mídia sensacionalista, pondo em dúvida a sua feminilidade.
Marlene Dietrich nasceu em Berlim, Alemanha, a 27 de dezembro de 1901. Bastante atuante nas décadas de 1930/40, como atriz e cantora, ficou famosa sobretudo pelas pernas perfeitas e sedutoras. Seu verdadeiro nome era Maria Magdalene, filha de um oficial prussiano.
A família muda-se para Weimar, em 1903. A menina Magdalene estuda violão no conservatório de música. O pai morre, a mãe se casa de novo, para logo enviuvar. Órfã de pai, Magdalene vende luvas de porta em porta e toca violão nos cinemas, fazendo fundo musical para filmes mudos.
Em 1920, numa Alemanha destroçada por uma guerra perdida, Maria Magdalene se apresenta ao produtor Max Reinhardt. É admitida como chorus-girl. Suas pernas chamam a atenção de um produtor, Guido Thielsder, que a contrata.
As thielsder girls fazem turnê pelo país. Ao voltar, entra para o Destsches Theater e interpreta pequenos papéis em peças de Shakespeare. Consegue uma figuração em "O Pequeno Napoleão", em 1922, um filme da UFA que seria a mais importante campanha cinematográfica da Alemanha.
Em 1924, casa-se com Rudolf Sieber, um cineasta, com quem teve uma filha, Maria. Já com o nome artístico de Marlene Dietrich, ela fez, até 1930, 17 filmes. Entre outros, "A Tragédia do Amor"(1923) e "Manon Lescaut"(1926).
Em 1929, eis que acontece o encontro decisivo de sua vida. Foi com o diretor Josef Von Sternberg, que a dirigiu em "O Anjo Azul", tornando-a estrela internacional da noite para o dia. Ela e Sternberg transferem-se para Hollywood, onde fariam juntos uma série de filme: "Marrocos"(1930) "Desonrada" (1931), "O Expresso de Xangai" (1932), "A Imperatriz Galante" e "Mulher Satânica" (1933).
Durante a guerra, Marlene fez uma série 500 apresentações para os soldados aliados. Sua gravação de "Lili Marlene" era tocada em todas as emissoras de rádio do mundo.
A França lhe entregou solenemente a Legião de Honra, enquanto os Estados Unidos lhe outorgaram a Medalha da Liberdade, sem dúvida duas importantes honrarias.
O mito Marlene Dietrich nunca entrou em decadência. Deu um exemplo de garra e jovialidade, apresentando-se, com mais de sessenta anos de idade, cantando e dançando, nas melhores casas de espetáculos de Paris. Um sucesso sem precedentes e avassalador. Faleceu em 6 de maio de 1992.
Vale citar outros filmes de sucesso da grande diva:"Acusados"(1956), "A Marca da Maldade" (1958) e "Julgamento em Nuemberg" (1961).
O seu último filme foi lançado em 1978: "Apenas um Gigolô", de David Hemmings.
(Resumo do capítulo 71 do meu livro inédito, "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")


