Durante o último final de semana, 16 e 17, a candidata pela Frente de Esquerda, Professora Sônia Meire, percorreu municípios do alto sertão sergipano, Nossa Senhora da Glória e Poço Redondo, a fim de fortalecer o projeto "Lutar para Transformar Sergipe", através da contribuição de trabalhadores locais que atuam na área de educação, além de famílias que residem em assentamentos de reforma agrária – Queimada Grande e Bom Sucesso.
A jornada no sertão sergipano começou no sábado, 16, na feira do município de Glória, onde a professora conversou com os feirantes e logo depois partiu para se reunir com professores de escolas públicas da região, que além de declararem seu apoio à campanha, também apresentaram suas demandas para transformação da realidade das escolas.
Segundo Glezia Kelly, professora da rede estadual, "nossas condições de trabalhos nas escolas são péssimas. Além da ausência de funcionários públicos em diferentes áreas, nós ainda somos obrigados a dar aulas em estrutura física inapropriada", ressalta.
Ainda no sábado, a candidata pela Frente de Esquerda partiu para Poço Redondo, onde permaneceu até o domingo, 17, percorrendo por assentamentos de reforma agrária. Na oportunidade, Sônia Meire conversou com as famílias assentadas em Queimada Grande e Bom Sucesso sobre direito à educação, saúde pública e em especial a necessidade de implementar uma política de reforma agrária que fortaleça a vida camponesa em todo estado.
"No Brasil, e em especial no estado de Sergipe, não há de fato uma política pública que possa realizar a reforma agrária, pois, o que temos é uma política baseada na lei de compra de terra, uma reforma agrária de mercado que, por sua vez, aumenta o lucro dos bancos em detrimento dos trabalhadores camponeses", ressaltou a Sônia Meire.
Outro ponto importante e que se fez sempre presente nas falas da população local durante as visitas nos dois assentamentos, foi a questão da política de distribuição de água na região, capaz de atender as demandas do povo sertanejo, principalmente de quem é assentado.
"Além de diversos direitos que nos são retirados, nós ainda aqui do alto sertão ainda sofremos com a má distribuição de águas em nossas casas. Sempre falta água nas torneiras, e isso afeta diretamente nossas vidas, pois, sem água não temos condições de criar animais ou fortalecer o plantio de alimentos para nossa subsistência. Em outras comunidades nós temos caso de a água não chegar, mas as contas sempre chegam com altos valores", denunciou Manoel Santos, assentado de Queimada Grande.


