Sargentos reagem a assalto e um deles sai ferido

Dois sargentos da Polícia Militar se envolveram em um tiroteio ocorrido às 22h30 de ontem na rua Armindo Guaraná, bairro Santo Antônio (zona norte de Aracaju). Eles reagiram à abordagem de um suspeito que tentou assaltar um dos policiais que caminhava para sua casa. O terceiro-sargento George de Serqueira, do 6º Batalhão (6º BPM), foi ferido com um tiro na perna e socorrido ao Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Ele passa bem e foi liberado ao início da tarde.

Segundo o comando da PM, o suspeito estava em um carro VW Gol de cor prata quando abordou o militar e anunciou o assalto. A cena foi vista a janela de casa pelo primeiro-sargento Marcelo Silvestre dos Santos, o qual, sacando sua pistola, tentou prender o assaltante, exigindo que ele entregasse sua arma. Neste instante, o confronto começou. "Foram disparados muitos tiros e um deles acabou atingindo a perna direita do George. E o sargento George só foi identificado como policial depois de ser ferido. A Polícia Militar foi então acionada para fazer as buscas", confirma o tenente-coronel Paulo César Paiva, porta-voz da corporação. O agressor fugiu do local depois de abrir fogo e não foi encontrado pela polícia.

Os sargentos também não conseguiram ver se haviam outros suspeitos no carro, já que os vidros do Gol tinham películas. Uma investigação foi aberta também para saber de qual arma partiu o tiro que acertou a perna do sargento George. As armas dos policiais foram recolhidas para a realização de perícias. Não se descarta também que a tentativa de assalto pode ter sido, na verdade, uma tentativa de homicídio. "O que sabemos até agora são informações colhidas através de depoimentos das vítimas e de testemunhas, somente após as investigações é que teremos informações mais concretas sobre o real motivo dessa abordagem, se seria um assalto ou se tratava de algum homicida", declarou Paiva.
As investigações correrão em duas frentes: um inquérito aberto pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) – já que a hipótese de tentativa de homicídio não foi descartada – e um procedimento instaurado pelo próprio Comando Geral da PM, com participação do Serviço Reservado (PM-2).

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