Jackson expõe propostas em debate na tv

O momento mais forte do debate que a TV Cidade realizou na noite de terça-feira com três candidatos ao governo do Estado aconteceu quando Jackson Barreto (PMDB) foi questionado pelo senador Eduardo Amorim (PSC) sobre a demora na construção do Hospital do Câncer. O candidato à reeleição disse que o senador não tem autoridade para falar no assunto.

"Foi o senhor e seu grupo que impediram que fosse aprovado na Assembleia o Proinveste, que destina recursos para o Hospital do Câncer. O projeto foi liberado graças ao trabalho e prestígio do ex-governador Marcelo Déda. O senhor não tem autoridade para cobrar a obra do Hospital do Câncer porque você humilhou Marcelo Déda, fez Marcelo Déda chorar e pedir pelo amor de Deus ao senhor e ao seu irmão (Edivan Amorim), que é quem manda no senhor. O Proinveste foi aprovado quase um ano depois, além de emperrar os recursos do ProRedes, que destina verbas para a saúde pública", retrucou Jackson.

Mobilidade Urbana – Em outro momento, Jackson questionou Amorim sobre mobilidade urbana. O candidato pelo PSC confundiu o assunto, disse que "duplicaria as BRs federais e BRs estaduais", o que provocou espanto em alguns.

"Eu acho que o senador realmente está na estratosfera, porque o tema é sobre mobilidade urbana e ele veio discutir sobre as rodovias federais e estaduais. Ano passado, o povo gritou pela mobilidade urbana, o transporte que sirva à população. Na Câmara Federal fui o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, trabalhei para ampliar o transporte na regiões metropolitanas, fui até o ex-presidente Lula para questionar porque o governo federal não subsidia os transporte, para baratear. Estamos construindo dois corredores nas regiões metropolita: um na avenida Euclides Figueiredo, ligando à avenida João Rodrigues, melhorando o tráfego da zona norte, e outro grande corredor nas imediações do viaduto do Detran, ligado à avenida Gasoduto", respondeu Jackson na réplica.

Ao final do debate, Jackson agradeceu a oportunidade e defendeu a democracia e criticou a censura que está sendo utilizada nessa campanha eleitoral pelo agrupamento dos Amorim.
"Valeu a pena porque fui um combatente da Ditadura, fui preso político, fui julgado no tribunal militar, dei os melhores anos de minha vida pela democracia e fico impressionado como num debate de televisão, ou num programa de rádio, em blogs e redes sociais ou jornal você tenha tanta interferência para ficar debaixo de ordens judiciais para você não ter o direito de se expressar. Foi para isso que dei uma parte de minha vida: para construir a democracia, e não compreendo como dessa forma nosso adversário use desse dispositivo para impor que as pessoas não fiquem sabendo nem questionem de sua vida. A vida de um homem público deve ser aberta. De coração aberto, agradeço muito por esses oito meses de governo dinâmico que nós fizemos para atender nossa população e trabalhando muito. Compreendo o apelo de Déda, das suas horas difíceis e quero dizer que estou aqui, companheiro, segurando o governo e levando avante esse projeto que mudou Sergipe e o povo. Sei que não fizemos tudo, precisamos fazer mais. Com fé em Deus, serei governador para que Sergipe não se transforme num balcão de negócios", finalizou Jackson.

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