Kátia Azevedo
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Terceirizados que prestavam serviços no refeitório do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), através da Empresa MS Harb, realizaram na manhã de ontem uma manifestação no Calçadão da João Pessoa, no centro da cidade, de onde saíram em marcha até a sede do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Os trabalhadores foram recebidos em reunião na manhã de ontem por representantes do MPT e a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria em Terra e Mar Restaurantes e Similares de Aracaju (SINDHOTRE), que vem acompanhando o caso.
"O MPT juntamente com o SINDHOTRE estão ajuizando uma ação para bloqueios da fatura da MS Harb para assegurar o pagamento dos salários atrasados, bem como as verbas rescisórias e muitas decorrentes do descumprimento da legislação trabalhista", informou Alexandre Delmondes, dirigente do SINDHOTRE.
De acordo com ele, 206 trabalhadores foram demitidos da empresa, que optou por reincidir o contrato com a Fundação Hospital de Saúde (FHS) alegando uma dívida do governo com a mesma. O dirigente sindical explica que as homologações que seriam feitas na última terça-feira, 26, não aconteceram. "Eles foram demitidos com salários atrasados desde julho", afirma.
Alexandre diz que a situação dos ex-empregados da Harb é mais um exemplo da forma como vem sendo tratada a prestação de serviço das unidades geridas pela FHS. "Recentemente em audiência, a Fundação assumiu um déficit mensal de custeio de R$ 12 milhões. Isto quer dizer que se deixa de pagar mensalmente este valor a prestadoras e servidores", conclui.
Ainda sobre a situação, Alexandre ressaltou que lembra que o contrato entre a Empresa MS Harb e a FHS acaba dia 7 de setembro, situação que está preocupando os empregados terceirizados.
Ele chama a atenção que os servidores terceirizados que prestam serviços de alimentação para as duas unidades vêm acumulando perdas desde o ano passado com a grande rotatividade de empresas que entram e saem do sistema sem respeitar o cumprimento de direitos trabalhistas.
Sobre a atual situação dos terceirizados do setor de alimentação do Huse e MNSL, a direção da FHS chegou a divulgar que garantirá as verbas rescisórias dos trabalhadores em conta separada e sinalizando com a possibilidade de remanejamento dos mesmos como forma de evitar que tenham prejuízos com a saída da empresa do sistema. A Fundação também informou que vem adotando as medidas necessárias para que não falte alimentação nas unidades hospitalares para os pacientes, funcionários assim como para os acompanhantes.


