O setor empresarial sergipano comemorou a elevação do subteto do Simples Nacional sancionada pelo governador de Sergipe, Jackson Barreto, nessa quinta-feira. Com a medida, todos os micro e pequenos empresários que faturam até R$ 3,6 milhões por ano fiscal poderão optar pelo regime de tributação a partir de janeiro de 2015.
A decisão tomada pela administração estadual iguala o subteto sergipano ao estabelecido pelo Governo Federal por meio da Lei Complementar 77/11. Antes da medida, apenas os empresários que faturavam até R$ 1,8 milhão por ano eram beneficiados pelo modelo de tributação.
"Essa era uma medida bastante aguardada pelos empresários do nosso estado, já que a alta carga tributária e a burocracia para pagar os impostos são entraves para o crescimento da nossa economia. Acreditamos que a ampliação do teto não só diminui essa carga como simplifica o pagamento dos tributos, contribuindo assim para criar um ambiente mais favorável para os pequenos negócios no estado", destaca o superintendente do Sebrae em Sergipe, Lauro Vasconcelos.
Em Sergipe há mais de 55 mil empresas que podem ser enquadradas no Simples, o que corresponde a 98,7 % dos estabelecimentos. Elas são responsáveis pela geração de mais de 180 mil empregos, respondendo assim por 54% da mão de obra no setor privado.
Para o presidente da Associação Comercial de Sergipe, Alexandre Porto, a elevação do subteto poderá dar uma estímulo ao setor empresarial, sobretudo ao comércio, que tem passado por dificuldades este ano.
"Foi uma decisão importante tomada pelo Governo, já que esse era um pleito que o setor empresarial vem reivindicando desde o ano passado. A elevação do subteto veio em um momento oportuno, pois alguns setores estão passando por um momento delicado, e temos a certeza de que isso poderá dar um novo ânimo aos empresários para que possamos continuar a promover a geração de empregos".


