A Polícia Civil já definiu uma linha de investigação sobre o assassinato do radialista Iran Machado Correia, 56 anos, que foi assassinado anteontem em frente à sua residência, no conjunto Francisco Teles de Mendonça, em Itabaiana (Agreste). O caso foi assumido pela equipe do delegado Allan de Freitas Faustino, do setor de Homicídios da Delegacia Regional de Itabaiana. Ontem, ele confirmou que já existe uma hipótese clara a ser seguida na investigação, mas disse que, por enquanto, todo o trabalho correrá em sigilo.
"Estamos diligenciando desde o momento em que o crime aconteceu. Já temos uma linha de definida, mas não podemos informar para não atrapalhar a condução dos nossos trabalhos. O que posso assegurar é que estamos empenhados nessa investigação, que para nós é prioridade, independente da motivação que levou ao crime", disse Allan, considerando que a morte de Iran foi "um atentado à imprensa e à sociedade". A esposa e outros familiares do comunicador ainda devem prestar depoimento nos próximos dias, em prazo não definido pela polícia.
Mesmo sem dar detalhes, o delegado descartou a possibilidade de que a morte de Iran tenha sido motivada pelo seu trabalho profissional como radialista. Esta informação também foi dada pelo presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral, que conversou com Faustino e com colegas que trabalharam com Iran em emissoras da região Agreste. O delegado também pediu que os moradores de Itabaiana ajudem a polícia com informações e denúncias relacionadas ao crime, ligando anonimamente para o Disque-Denúncia (181).
O corpo de Iran foi velado durante toda a madrugada de ontem na casa da família, em Cumbe (Agreste) e enterrado pela manhã no cemitério do povoado Bravo Urubu, em Nossa Senhora das Dores (Sertão). O cortejo foi seguido por dezenas de amigos, parentes, ouvintes e colegas de profissão, que manifestaram revolta e incredulidade com o assassinato. Segundo testemunhas, o radialista chegava de carro em casa quando foi atacado por dois motoqueiros armados que o seguiam. Iran levou 10 tiros na cabeça e morreu na hora. O comunicador, conhecido pelo estilo irreverente e bem-humorado, trabalhava na rádio comunitária São Domingos FM e colaborava em equipes de esportes das emissoras de Itabaiana e de Aracaju. (Gabriel Damásio)


