Kátia Azevedo
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O estado de Sergipe inicia 2015 com 457 notificações e 123 casos confirmados de dengue. Entre os municípios com situação mais crítica, a cidade de Neopólis apresenta proporcionalmente o maior número de registros, com 48 confirmações da doença.
Os dados fazem parte do levantamento realizado pelo Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde até a última sexta-feira, 06 de fevereiro. Além de Neopolis, que teve até agora 78 casos notificados, com dois óbitos, as cidades de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão são os municípios que lideram o ranking estadual de proliferação do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, a capital sergipana possui até agora 218 casos, com 27 confirmados. Nossa Senhora do Socorro tem 43 suspeitas e 22 confirmações. Já na cidade de São Cristóvão foram 21 registros e 16 diagnósticos comprovados.
"Apesar de liderar o número de notificações, Aracaju apresenta proporcionalmente uma redução na quantidade de casos confirmados", ressalva Sidney Sá, gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde.
Ela destacou que o combate à doença deve contar com o esforço coletivo de gestores e população. "Evitar o acúmulo de água limpa e parada e limpar vasilhames pelo menos duas vezes por semana com água e sabão são atitudes básicas que podem se transformar em fortes e importantes aliadas no combate ao mosquito transmissor da dengue. Especialmente no período de carnaval, quando muitas vezes viajam e deixam as casas fechadas, é necessária a adoção de medidas que não deixem o ambiente propício à proliferação do vetor ", orienta.
Outra preocupação é com as chuvas de verão e o armazenamento de água em algumas cidades que estão sofrendo com a estiagem, situação acaba comprometendo a adoção de medidas básicas que podem evitar novos casos de dengue. "O ovo do mosquito da dengue pode ficar até 450 dias parado, mesmo em local seco. Basta apenas receber água limpa novamente para em até sete dias o mosquito atingir a fase adulta e inicie a contaminação. A melhor forma de combater o vetor é eliminar possíveis focos e criadouro", reforça.
Sobre as ações do estado no enfrentamento ao Aedes aegypti, a gestora destacou que a Secretaria de Estado da Saúde está atuando diretamente com as prefeituras através da Brigada Itinerante de Controle e Prevenção à Dengue, que fornece ações preventivas para evitar a disseminação do mosquito.
Ela salientou que o trabalho é intensificado nas cidades com a atuação dos agentes de endemias contratados pelos próprios municípios e que somente este ano, as equipes visitaram quase 190 mil imóveis, eliminando mais de 252 mil criadouros e tratando quase 50 mil focos. Outra ação é o trabalho de conscientização reforçado em ações educativas nas escolas.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, os agentes da Brigada Itinerante já orientaram mais de 25 mil pessoas. O Estado também avalia e programa a visita do carro fumacê.
De acordo com Sidney Sá também é importante a existência de ações integradas como a recente mobilização nacional denominada o Dia D da Dengue, com campanha educativa nas ruas.


