A Polícia Civil já confirma que cinco homens teriam participado do assassinato do sargento da Polícia Militar André Nascimento Neto, que foi morto a tiros em um posto de combustível no Jatobá, Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju), no dia 20 de fevereiro. Ontem, o delegado Carlos Frederico Muricy, da 11ª Delegacia Metropolitana (11ª DM), confirmou que três dos acusados estão presos: Fabiano da Paz Menezes, o "Baby", Éverton Gomes dos Santos, o "Guinha", e seu irmão Edilberto Gomes dos Santos, o "Bidigo". Os outros dois, um ex-presidiário de prenome Henrique e um adolescente de 17 anos conhecido como "De Menor", foragido do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam), permanecem foragidos, mas já tiveram a sua prisão decretada pela Justiça.
"Baby" e "Bidigo" se entregaram na última quinta-feira, após uma negociação entre os policiais e as respectivas famílias, e prestaram depoimento ao delegado, acompanhados por um advogado. Eles tinham sido citados pelo próprio "Guinha", ao ser preso no último dia 20 e ter um vídeo de seu interrogatório divulgado pela internet. De acordo com Muricy, cada um dos acusados teve uma participação direta no assalto ao posto e na consequente morte do sargento, que foi morto a tiros depois de reagir ao assalto.
"Dois dos criminosos, Fabiano e o adolescente, entraram no posto anunciando o assalto. Houve, então, uma reação por parte do sargento, que eles não sabiam que era militar, e após uma troca de tiros, o ‘Baby’ saiu ferido embaixo da axila esquerda e disparou quatro vezes contra o militar, provocando a morte dele. Henrique e Edilberto ficaram do lado de fora do posto de gasolina. O Everton emprestou a arma de fogo para os comparsas, mas não estava na cena do crime. Ele também ficou responsável pela comercialização da arma do PM que foi levada e dos objetos que foram subtraídos das pessoas que estavam no local", explicou Muricy.
Os levantamentos da polícia apontam, ainda, que o grupo planejou o assalto ao posto de combustível uma semana antes. Eles acreditavam que o sargento era um vigilante que estava fardado e trabalha no local. "Eles presumiram que poderiam encontrar uma arma no estabelecimento. E no dia do crime, não estava aquele vigilante que eles tinham visto na semana passada. Durante a execução, eles perceberam que se tratava de outra pessoa, e no dia seguinte, eles souberam que se tratava do sargento", disse o delegado.
Quanto à arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, ainda não foi encontrada. "Sabemos que a pistola do sargento foi vendida para um homem, ainda não identificado, que em troca deu um revólver calibre 38 e certo valor em dinheiro que foi usado como quitação de uma divida que o ‘Guinha’ tinha com um traficante", revela Frederico, agradecendo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário pela rapidez na concessão dos mandados de prisão.
Outros crimes – Com o esclarecimento total do crime contra o sargento André, a 11ª DM encontrou provas concretas da participação dos cinco acusados em mais oito ações criminosas registradas na Barra dos Coqueiros e em Tomar do Geru (Sul). "Conseguimos esclarecer mais dois homicídios, um roubo com reféns e um furto qualificado, registrados na cidade de Barra dos Coqueiros, além de um roubo a uma casa lotérica, um roubo a um posto de combustíveis, um roubo a uma mercearia e um furto a um bar, esses crimes, ocorridos na cidade de Tomar do Geru. Eles tem, também, envolvimento com o tráfico de drogas", comemorou o delegado.


