Polícia apreende 87 quilos de maconha trazida do Paraguai

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Cerca de 87 quilos de maconha prensada vinda do Paraguai foram apreendidos pela Polícia Civil na BR-101, em Cristinápolis (Sul). A droga foi encontrada durante uma operação do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), na noite da última sexta-feira, em um dos bloqueios preventivos montados pelos policiais da nas principais vias de acesso a Sergipe. Ela estava em um Fiat Uno Vivace com placas de Maceió (AL) que foi parado na blitz. O alagoano José Carlos Santos Barbosa, 42 anos, que dirigia o carro e viajava acompanhado da esposa e de um filho pequeno, foi preso em flagrante. A principal suspeita da polícia é de que a maconha seria distribuída nas regiões de Maceió e Aracaju, durante o São João deste ano.

Os pacotes da droga foram apresentados ontem na sede do Cope, junto com os detalhes da prisão. Segundo o diretor do Cope, delegado Jonathas Evangelista, as suspeitas foram despertadas por causa do nervosismo do motorista. "Nessa abordagem inicial, os agentes perceberam que o condutor do veículo se mostrava bastante nervoso. Percebemos também que havia algo irregular no veículo e constatamos que o condutor já respondia a um processo por roubo majorado em Alagoas. Decidimos então conduzi-lo até o Cope, junto com a família e o carro, e fizemos uma revista mais detalhada no carro", explicou Jonathas. A maconha estava distribuída em mais de 70 tabletes curtos, semelhantes a barras de ouro, os quais estavam escondidos no painel e portas laterais do carro.

Segundo a polícia, José Carlos admitiu que estava a caminho de Maceió e voltava do Mato Grosso do Sul, onde teria buscado a droga em alguma cidade situada na fronteira com o Paraguai, país onde a maconha pode ter sido produzida. "Sabemos que ele saiu de lá da fronteira com o Paraguai, passou pela Bahia e foi abordado em Cristinápolis. De início, as informações iniciais dão conta de que ele foi usado como ‘mula’, ou seja, a pessoa contratada para transportar a droga. Com certeza, essa droga seria entregue a um dono lá em Alagoas e em seguida redistribuída para Maceió e para a Grande Aracaju. Apesar de essa apreensão ter acontecido depois do São João, provavelmente daria tempo de essa droga ser vendida nos festejos juninos", acredita o diretor do Cope.

Um inquérito foi aberto para identificar quem são os fornecedores da maconha e a quem ela seria entregue. Para isso, o Cope deve trocar informações com a polícia alagoana e com a Polícia Federal, cujos agentes já fizeram outras apreensões de drogas trazidas do Mato Grosso do Sul para Sergipe. O delegado admite que este caminho pode ser uma rota estabelecida pelos traficantes sergipanos. "Há uma rota de distribuição e transporte de maconha que será estudada pelo Cope e provavelmente já é estudada pela Polícia Federal, que tem uma grande atuação no combate ao tráfico aqui no estado. Vamos trocar informações e aprofundaremos as investigações para tentar descobrir esses outros envolvidos", assegurou Evangelista.
A esposa de José Carlos prestou depoimento e foi liberada em seguida, pois não existem provas de seu envolvimento com o transporte da droga. O alagoano está preso na sede do Cope e foi autuado em flagrante por tráfico interestadual de drogas.

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