Mãe e filho morrem em Muribeca; feridos em Aju

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Mãe e filho de um ano e quatro meses morreram no último sábado depois que uma casa desabou durante forte tempestade registrada no município de Muribeca, distante 79 km da capital sergipana, Aracaju. Conforme oficializado pela Defesa Civil Estadual, no momento do colapso chovia muito na região e a residência apresentava sinais de vulnerabilidade estrutural. Ao ouvir estalos de madeira se rompendo, vizinhos chegaram a se dirigir até o local, mas a ação que gerou a tragédia foi mais rápida. Para tentar resgatar as vítimas com vida, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a morte dos familiares foi diagnosticada como instantânea. Por volta das 13h30 uma viatura do Instituto Médico Legal (IML) foi solicitada para atender a ocorrência.

De acordo com José Airton, coordenador da Defesa Cilvil do Município de Muribeca, infelizmente muitas pessoas ainda insistem em permanecer em locais que não oferecem segurança, em especial, nos dias de maior registro de chuva e vento. Essa medida arriscada contribuiu para registrar as mortes no município.
"Infelizmente, mesmo com as nossas orientações visando à integridade física de todos percebemos que algumas famílias não atenderam ao nosso apelo, e, infelizmente, uma dessas famílias foi justamente a que gerou essa tragédia que comoveu toda a cidade. O que nos deixa preocupado é que outras casas também estão vulneráveis e o período chuvoso deve permanecer em Muribeca", afirmou o coordenador. Agentes do Corpo de Bombeiros Militar também colaboraram na ação. Entre estes profissionais estava o sargento José Cícero Coloia, amigo das vítimas.

Segundo relatos do bombeiro, foram momentos angustiantes que envolveu a sensação de ansiedade por salvar amigos, e a honra em ser militar. "Começamos a tirar os escombros e quando recebemos os dois corpos já estavam sem vida. Infelizmente a parede não aguentou a pressão da chuva e acabou desmoronando. Com ela veio a parte do telhado que também estava muito frágil. Eram pessoas muito boas e admiradas por todos aqui na cidade", lamentou.

Segundo informações apresentadas pela coordenação geral da Defesa Civil Estadual, o imóvel onde ocorreu o acidente permanece interditado por causa do risco de novos desabamentos. Especialistas estudam agora se o colapso do último sábado acabou comprometendo a estrutura de residências vizinhas. Os corpos da mãe e filho foram analisados por peritos do instituto e liberados para sepultamento que ocorreu na tarde do domingo no cemitério municipal de Muribeca.

Sinistro – Já em Aracaju, feirantes que trabalhavam no bairro São Conrado foram surpreendidos quando um muro pertencente a rede de supermercados Todo Dia, localizado na Avenida Heráclito Rollemberg, acabou desabando em cima dos trabalhadores. Com o acidente, cinco pessoas apresentaram ferimentos leves e tiveram que ser atendidas por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Devido aos ferimentos, as vítimas tiveram que ser encaminhadas para receber assistência hospitalar no Nestor Piva e no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

De acordo com peritos do Corpo de Bombeiros, o local passará por inspeções técnicas a fim de identificar as causas que teriam resultado no desmoronamento. "Assim que chegamos no local fomos catalogando informações apresentadas por representantes do supermercado e de feirantes que presenciaram no momento do desabamento. Dentre os relatos, ficamos sabendo que o rompimento de uma grande caixa d’Água pode ter gerado o problema que, por pouco, não vitimou gravemente estas cinco pessoas. Um laudo será promovido pelo Corpo de Bombeiros e ele será utilizado para evitar que outras ocorrências semelhantes a essa sejam possíveis", afirmou o Sargento Josival. A perspectiva é que o resultado dessa perícia deve ser apresentado em até 30 dias úteis.

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