Com salários atrasados e demais benefícios trabalhistas bloqueados pela Prefeitura de Aracaju, cerca de 180 trabalhadores, entre servidores públicos e terceirizados ligados à Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb), decidiram na manhã de ontem deflagrar greve por tempo indeterminado. A medida adotada pela categoria tem como principal objetivo pressionar o prefeito João Alves Filho e os demais gestores para que o impasse seja solucionado. Durante ato público realizado na capital sergipana, os trabalhadores destacaram que entre os benefícios não atribuídos está o ticket alimentação no valor de R$ 310, além do direito ao vale transporte. Diante dos operários de braços cruzados, parte das obras públicas administradas pela Prefeitura de Aracaju encontra-se paralisada.
Conforme foi destacado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Indireta do Município de Aracaju (Seame), ações operacionais a exemplo do programa ‘Rodando no Macio’, que visa tapar buracos, estão integralmente paradas. O mesmo ocorre com os serviços municipais de terraplanagem, drenagem, e manutenção de prédio público. A perspectiva por parte dos grevistas é que a mobilização permaneça unida até que os direitos pleiteados sejam devidamente cumpridos pela prefeitura. Por não se tratar de um serviço público considerado letal, a constituição federal não obriga que 30% da categoria permaneçam atuando normalmente. Até o final da tarde de ontem o prefeito João Alves não havia se manifestado quanto à paralisação.
Em contrapartida, segundo Claudio Leite, presidente do Seame, a direção financeira da Emurb já comunicou que esse mês, mais uma vez, a gestão municipal não pagará o salário dentro dos cinco dias úteis. Para o sindicalista, o problema do atraso já se tornou constante e não é avaliado pela categoria como o mais significativo dos impasses. "Se o problema fosse só esse a gente levava, ou tentava levar na medida do possível. O que incomoda é que o ticket alimentação não é repassado e ainda por cima os trabalhadores que não têm condições são obrigados a ir para o trabalho a pé porque nem o vale transporte estão repassando. Estavam pedindo para que a greve fosse realizada", destacou Cláudio. Entre os profissionais que aderiram à greve estão 200 servidores e 180 funcionários terceirizados.
Expansão – Ainda segundo representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Indireta, este mesmo problema registrado na Emurb também ocorre na Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Quanto a essa denúncia, a Assessoria de Comunicação da Emsurb garantiu que nenhum serviço realizado pelo órgão foi interrompido devido à greve da Emurb. A Ascom destacou também que a greve não foi deflagrada com a parceria daqueles que atuam para a Emsurb. Já a direção da Emurb disse que está tentando buscar soluções para o impasse e cessar a paralisação o mais breve possível.


