Milton Alves Júnior
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Garis e margaridas se aglomeraram em frente à sede do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) com o propósito de pedir investigação minuciosa nos trâmites financeiros realizados desde 2013 entre a prefeitura e a empresa Torre, responsável pela coleta de lixo doméstico em Aracaju. O ato foi realizado na manhã de ontem e fez parte da paralisação de advertência que durou 24 horas e contou com o apoio do Sindicato dos Empregados da Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindelimp), que apontou João Alves e os membros administrativos da Torre como principais responsáveis por mais uma suspensão da coleta na metrópole.
Em decorrência do impasse econômico envolvendo os dois lados, a classe trabalhadora garante que vem sofrendo a cada mês com a falta de respeito e benefícios garantidos pela Constituição Federal. Esta foi a quinta paralisação em menos de dez meses promovida pela categoria. Em ocorrências anteriores os funcionários da Torre solicitaram o apoio do Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho (MPT).
"A gente nunca passou por uma situação como essa de desrespeito com o trabalhador que está todo dia na rua deixando a cidade limpa. Aqui todo morador sabe que Aracaju sempre foi considerada uma capital organizada pelo trabalho que sempre foi bem feito por a gente, e bom ou ruim, nunca ninguém foi prejudicado como tem sido agora. Já que estamos parados por um dia, não custa tentar pedir a intervenção do TCE", afirmou o gari Joedson Silva.
Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom), a prefeitura sofre com débitos deixados pela administração anterior. "A prefeitura esclarece que as pendências financeiras estão sendo equacionadas. A dívida de R$ 14 milhões, acumulados entre a gestão passada (R$ 10 milhões) e a atual, já foi parcelada para pagamento em 17 vezes, tendo sido o primeiro pagamento efetuado nesta quarta-feira, 09, e o segundo nesta quinta-feira, 10. Sendo assim, o acordo feito está totalmente em dia. Quanto aos pagamentos dos meses vencíveis, foi acordado também que estará sendo parcelado a partir do dia 23 deste mês", informou.
A Secom informou ainda que: "No que diz respeito à dúvida que pairava entre a Torre, Sindilimp e Emsurb sobre cortes de pessoal em 20%, diz respeito apenas à redução de custos e não de pessoal, o que significa que não existe qualquer obrigatoriedade de demissão de funcionários das empresas. Isso reafirma uma antiga política do prefeito João Alves Filho, que faz questão de ressaltar que em toda a sua vida pública, nos mais diversos cargos que ocupou e mesmo as administrações tendo passado por diversas situações de dificuldades financeiras, nunca demitiu ou exonerou nenhum funcionário. Além disso, o prefeito faz questão de manter a limpeza da cidade, que já é referência e motivo orgulho tanto para aracajuanos quanto para turistas", pontuou.


