Professores da UFS acabam greve e voltam na terça-feira

Milton Alves Júnior

Depois de 133 dias em greve os professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) decidiram suspender a mobilização e apresentar proposta de retorno unificado da categoria às atividades educacionais a partir da próxima terça-feira, 13. A decisão foi tomada ontem na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal (Adufs) por líderes sindicais após a classe trabalhadora ter participado de assembleia. Apesar de garantir o retorno às salas de aulas e laboratórios, os professores afirmam não ter registrado nenhum avanço durante a greve e permanecerão pressionando o Governo Federal até que os pleitos reivindicados sejam atendidos.

Entre as reivindicações está um reajuste salarial de 27,3% para todos os níveis de carreira, reajuste do auxilio alimentação, 30 horas de regime de trabalho, melhoria imediata nas condições de trabalho, contratação de novos profissionais por meio de concursos públicos e revisão do plano de carreira. Nenhum dos pedidos foi atendido pelo Ministério da Educação (MEC). Sem avanços, as aulas serão reiniciadas na próxima semana e fica o sentimento de fracasso sindical. Na avaliação do professor Marcos Pedroso, é preciso que a população brasileira una-se ao ato dos educadores e técnicos universitários a fim de garantir um futuro melhor para todos.

O professor garantiu que a Adufs vem trabalhando na perspectiva de fortalecer o ensino público federal e contra a Proposta de Emenda Constitucional que indica pagamento de mensalidade para determinados cursos à distância. Pedroso crítica a postura administrativa adotada pela presidente Dilma Rousseff e os respectivos ministros e auxiliares. "O que ocorre atualmente no Brasil é uma tremenda irresponsabilidade administrativa junto ao povo que é enganado com uma tal ‘Pátria Educadora’. Durante todo esse período de greve, tentamos várias vezes conversar com o governo, mas nenhuma reposta positiva foi apresentada. Falta de respeito com o trabalhador", afirmou.

Bancários – Segue a greve dos bancários. Após o primeiro dia do movimento ter sido marcado por problemas, inclusive, nos cashs de bancos particulares, o dia de ontem também foi de reclamações. Estão sendo reivindicados um reajuste salarial de 16%, sendo 5,7% de aumento real sobre a inflação, participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais parcela fixa de R$ 7.246,82; além do repasse de décimo quarto salário. A categoria ainda exige aumento no valor dos vales refeição, auxílio creche/babá, garantia de emprego e fim da pressão por metas e do assédio moral.

Apesar da pressão estabelecida pelos bancários, até a última segunda-feira, 05, a única contraproposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi de 5,5% de aumento salarial e abono no valor de R$ 2.500. "A nossa greve permanece se fortalecendo por todos os municípios sergipanos e assim iremos permanecer por tempo indeterminado, ou até o momento em que os bancos passem a respeitar mais os bancários e atenda às nossas reivindicações. Enquanto não houver avanço, vamos permanecer de braços cruzados e pressionando às instituições financeiras bancárias que só visam o lucro empresarial", afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB), Ivânia Pereira.

Compartilhe esta notícia