Trabalhadores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) estiveram reunidos na manhã de ontem nas intermediações do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, para protestar contra a ausência de contrapropostas para reajuste salarial da categoria. Durante o ato público os servidores ainda pleitearam a suspensão imediata do benefício de auxílio moradia de mais de R$ 4,3 mil por mês concedido a cada juiz, além de redução no número de cargos em comissão. Na tentativa de pressionar o poder judiciário para atender o pleito do Sindicato dos Servidores do Judiciário de Sergipe (Sindijus), a categoria suspendeu ontem as atividades em parte dos departamentos jurídicos.
Apesar das reivindicações feitas gradativamente pela classe trabalhadora, a direção do TJSE destacou que o repasse do auxílio moradia faz parte do direito adquirido pela magistratura e encontra-se definido pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lomam), inclusive, reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O poder judiciário sergipano enalteceu ainda que este benefício é concedido a todos os magistrados atuantes nos tribunais do país. Diante da ausência de diálogo entre os funcionários e a justiça, o Sindijus informou que pretende dar continuidade às mobilizações em todos os fóruns de Aracaju e dos demais 74 municípios sergipanos.
Na avaliação da categoria, segundo Plínio Pugliesi, responsável pelo departamento de relações públicas do Sindijus, consequentes pedidos de vistas têm contribuído para retardar a apresentação de possíveis contrapropostas. "Já estivemos no plenário da corte jurídica e não avaliamos que houve avanço no processo de redução. Há vários meses os servidores vêm questionando a falta de interesse em atender os nossos pleitos e por isso estamos aqui novamente reunidos para protestar. Agora, precisamos do apoio de todos os trabalhadores para que possamos ter sucesso nas nossas pautas que buscam dignificar o servidor", disse.


