Milton Alves Júnior
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O Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), tem registrado nas últimas 48 horas um crescimento superior a 30% no número de atendimentos considerados de baixa complexidade. O fato preocupante ocorre diante das consequentes paralisações deflagradas por diversas categorias da área de Saúde que atuam para a Prefeitura de Aracaju.. Só esta semana, profissionais da medicina, enfermagem, nutrição e dentistas cruzaram os braços por não terem recebido o pagamento salarial referente ao mês de dezembro. Esse direito foi quitado apenas na madrugada de ontem, dia 21.
Com a classe trabalhadora de braços cruzados, os postos de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento, e os dois polos: Fernando Franco e Nestor Piva, acabam reduzindo o índice de consultas para 30% da capacidade diária, e contribuem para que os pacientes decidam, sem outra alternativa viável para a ocasião, por migrar para as unidades estaduais de saúde. A situação que já está delicada pode piorar já na próxima semana, quando poderá ser deflagrada uma greve geral.
Trajando preto, durante o dia de ontem profissionais ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), e ao Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), estiveram reunidos na entrada principal da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com a proposta de pressionar o secretário Luciano Paz para que o gestor quite todas as pendências que se arrastam desde o ano passado. Entre estes direitos não respeitados está o não repasse de horas extras realizadas para o programa ‘Horário Estendido’; e os terços de férias que permanecem em débito. Na avaliação do presidente do Sintasa, Augusto Couto, não há desculpa plausível para a atual falta de comprometimento com o servidor.
"Estamos recebendo um tapa na cara por parte do prefeito João Alves. Tivemos 21 dias de atraso para o pagamento de dezembro e já estamos cientes que o salário de janeiro não será pago dentro do mês, isso, ao menos pra mim, já indica que só iremos receber o salário lá para o dia 15, 20, ou mais. Como não vamos mais aceitar esse tipo de conduta com o trabalhador, nós também já indicamos greve caso o salário não saia até o dia 29", avisou. Caso a proposta de greve seja cumprida, todas as unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju terão as respectivas atividades funcionais reduzidas em 70%. O ato em conjunto conta com o apoio de aproximadamente seis categorias, entre elas estão:
O Sindicato dos Cirurgiões Dentistas de Sergipe (Sinodonto), Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias de Aracaju (Sacema), Sindicato dos Trabalhadores Fisioterapeutas de Aracaju (Sintrafa) e Sindicato dos Psicólogos do Estado de Sergipe (Sindpsi). Ainda de acordo com Augusto Couto, a luta é unificada e necessita da colaboração de todos para que o pleito apresentado gere resultados positivos para as classes. "Não conheço um servidor da prefeitura, em especial aqueles que trabalham no âmbito da saúde, que esteja satisfeito com o governo de João Alves na prefeitura. Vamos lutar para fazer de 2016 um ano positivo. Em 2015 o prefeito e os secretários sacrificaram os trabalhadores e este ano nós não vamos permitir que seja igual", pontuou.


