As aulas da rede municipal de ensino permanecem indisponíveis para os estudantes aracajuanos. A situação deve se arrastar ao menos até a primeira semana de março em decorrência da falta de entendimento entre a Prefeitura de Aracaju e a direção do Sindicatos dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), que apresentaram no mês passado um pleito contendo 15 pautas, porém nenhuma atendida até o final da tarde de ontem. Entre as reivindicações apresentadas pela categoria, além do reajuste salarial, está o pedido de qualificação imediata das estruturas físicas das escolas, ampliação do sistema de vigilância interna e externas dos prédios estudantis, e realização de concurso público para que possa compor as grades de todas as disciplinas em vigência neste ano letivo.
Diante do significativo atraso, esta semana a gestão municipal, por meio da Secretaria de Educação (Semed), se mostrou interessada em dialogar com a classe trabalhadora a fim de compactuar com contrapropostas que venham a satisfazer a categoria. Uma reunião com o prefeito João Alves Filho está agendada para ocorrer na próxima terça-feira, 01, no Centro Administrativo Aloísio Campos, sede do governo municipal. Já na quarta-feira, os educadores voltam a se reunir em assembleia extraordinária com o propósito de debater as possíveis contrapropostas apresentada pelo governo João Alves. Neste encontro, que ocorre a partir das 9h30 na sede do Sindipema, a categoria irá definir se iniciam as atividades, ou permanecem em greve por tempo indeterminado.
Na avaliação do presidente Adelmo Almeida, diante da falta de credibilidade junto à sociedade aracajuana, é provável que os gestores da PMA estejam buscando alternativas para atender o conjunto de reivindicações do Sindipema. "Estamos aguardando uma resposta em definitivo por parte do prefeito e dos secretários que até agora buscaram apenas menosprezar todos os 15 itens apresentados pelos professores. No final do ano passado informamos que enviaríamos nossas pautas já no início de 2016. Em janeiro cumprimos o que prometemos, pressionamos algumas vezes na tentativa de obter resposta, mas até o momento nada foi repassado. Se continuar dessa forma, a greve tende a seguir", disse o sindicalista.


