Sergipe tem 26 casos confirmados de microcefalia

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Começam a ser confirmados oficialmente os primeiros casos de microcefalia, doença na qual os bebês nascem com problemas no desenvolvimento do crânio. Segundo relatório divulgado ontem à tarde pelo Ministério da Saúde, já foram atestados 745 casos suspeitos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita. Deste total, 26 aconteceram em Sergipe, um dos estados que mais notificaram casos da doença no Nordeste. É a primeira vez que as autoridades de saúde atestam oficialmente a existência de casos da doença, que pode estar relacionada com o zika vírus, transmitido pelo mosquito aedes aegypti.

A microcefalia, apontada como causa de graves sequelas no desenvolvimento motor e funcional dos bebês afetados, começou a ser detectada em junho do ano passado. Até o último dia 5 de março, 201 notificações de crianças com a doença foram registradas pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), incluindo oito mortes. Conforme o Ministério, 26 destes casos foram confirmados, 13 foram descartados e outros 162 ainda estão em investigação, realizada por meio de uma série de exames e análises especializadas. A SES poderá divulgar, ainda nesta semana, um relatório mais detalhado sobre a situação local, apontando as cidades sergipanas onde ocorreram estes 26 registros.

Em todo o país, um total de 1.182 casos foram descartados, por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas. Os 745 casos confirmados ocorreram em 282 municípios de 18 Estados, incluindo Sergipe. Outras 4.231 notificações suspeitas ainda são apuradas. O Ministério da saúde esclarece, em nota, que "está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas".

A SES já mobilizou o Laboratório Central do Estado (Lacen), em apoio a outras equipes de pesquisadores, para identificar qual a real causa dos registros confirmados de microcefalia.  Além do zika vírus, cujas amostras investigadas ainda não foram atestaram sua presença no Estado, a microcefalia pode ter como causa outros agentes infecciosos, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral. (com Agência Saúde)

Compartilhe esta notícia