Sergipe já registra mais de 200 casos de microcefalia

Número de bebês diagnosticados com microcefalia continua em ritmo crescente em Sergipe e permanece preocupando os gestores públicos em todos os municípios. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, até a última segunda-feira, 21, 201 casos foram registrados. Destes, 83, que corresponde a mais de 40% dos casos, foram registrados na Maternidade Nossa de Lourdes; seguida do Hospital Santa Isabel e da Clínica Santa Helena. As cidades que até o momento apresentam maior índice da doença são Aracaju, Estância, Nossa Senhora do Socorro e Itabaiana, respectivamente.
Para se ter uma noção do amplo problema de saúde enfrentado pelos sergipanos, durante todo o ano de 2015 foram registrados 69 casos de microcefalia apenas na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes; esse ano já foram contabilizados 14.

Dados da SES indicam ainda que 49 municípios sergipanos registraram suspeitas da doença, sendo que 162 casos encontram-se em processo de investigação e 13 já foram descartados pela equipe médica. Entre os casos em investigação a Saúde Estadual informou que ocorreram oito óbitos. Até a primeira quinzena de maio os casos em análise devem apresentar o resultado que deve confirmar, ou não, o registro de microcefalia. A orientação segue para as famílias redobrarem os cuidados, inclusive com as gestantes e os respectivos parceiros. Recentemente exames realizados pela Universidade de São Paulo (USP) detectaram a presença do Zika em sete mães e quatro bebês com microcefalia, provenientes de Itabaiana.

Além das amostras coletadas na pesquisa da USP, o Laboratório Central de Sergipe (Lacen) recebeu 1.148 amostras de casos suspeitos de Febre do Zika, dessas 172 apresentaram resultado negativo e as demais ainda estão em análise.
Já os casos confirmados laboratorialmente de chikungunya somam 328, distribuídos em 45 municípios e os casos de dengue chegaram a 2.243, com taxa de incidência de 100 casos para cada 100 mil habitantes, o que não classifica a situação do estado como epidêmica, mas mantém o alerta para o combate aos focos e criadouros do aedes.

A SES destaca que apenas em 2016 já foram notificados 3.719 casos de dengue, zika ou chikungunya no estado. Para a agente de endemias Clara Mattos, é preciso que a população se una ao trabalho das gestões de saúde. Na avaliação da servidora, na maioria dos casos o erro primordial começa dentro das residências e ambientes de trabalho dos brasileiros. "Já encontrei vários casos de acúmulo de água repleta de larvas do mosquito. Mesmo com tanta conscientização muitos ainda não se atentaram para o perigo. Enquanto uma casa se preocupa demais, o vizinho não adota a mesma postura e aí não adianta nada. É preciso unir forças e não apenas cobrar do Estado", disse.

Este ano já foram contabilizados 2.243 casos de dengue; esses números correspondem à incidência de 100 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda sobre os dados apresentados ontem pelo Governo do Estado, é possível se deparar com 328 registros confirmados em laboratório quanto a Chikungunya. Até o momento 45 cidades sergipanas apresentaram confirmações desta doença.

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