Sem receber a rescisão contratual desde 19 de fevereiro, um grupo de profissionais terceirizados da Petrobras bloqueou na manhã de ontem nos dois sentidos o Km 69,8 da BR 101, que fica nas intermediações do trevo que dá acesso ao município de Maruim. Com o apoio parcial do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe (Sindipetro), o grupo de manifestantes exige que os funcionários dispensados sejam imediatamente admitidos pela nova empresa que foi contratada para realizar os serviços antes administrados pela MCE Engenharia. Ao todo, conforme destacado pelos manifestantes, desde o início deste ano já foram demitidos 210 trabalhadores da Fafen e 200 do Tecarmo.
Diante do bloqueio da pista, motoristas tiveram que retornar e pegar o Km 47,7 da BR 101 (trevo de Pirambu) e seguir pela SE 100 até o município de Barra dos Coqueiros. Aqueles que saíam de Aracaju tiveram que utilizar a ponte Aracaju-Barra, ou a SE 100 via Nossa Senhora do Socorro até Pirambu, retornando a BR 101. O ato público que teve início por volta das 7h, apenas foi concluído às 10h devido à atuação realizada por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável por negociar a desobstrução da rodovia junto aos manifestantes.
A direção do Sindipetro informou que a categoria não está parada diante do problema e que vai continuar pleiteando os direitos garantidos pela legislação trabalhista. "Os profissionais terceirizados estão fazendo lutas, com greves muito mais radicalizadas e organização dos trabalhadores pela base, a exemplo dos trabalhadores demitidos da MCE, que lutam para receber o dinheiro das rescisões e garantir seus empregos de volta. A força desses guerreiros consiste na união e na solidariedade. Diante de um contrato tampão, que só abarca 15 trabalhadores, os companheiros decidiram em assembleia preparar juntos uma lista e apresentar à empresa com o nome daqueles que estão passando por mais necessidade", declarou.
Dispensado no início de março, Leandro Gomes, assim como ocorreu no último dia 15 durante protesto realizado em Aracaju, voltou a participar do ato público organizado pelo sindicato, e declarou que vai continuar lutando pelo que é de direito. "Nós deixamos claro que desejamos sim continuar trabalhando pra Petrobras e por isso pedimos que a nova empresa nos contrate, mas antes queremos e pedimos o apoio do poder judiciário para que obrigue a empresa MCE a pagar o que de direito", declarou.


