* Rian Santos
Próximo fim de sema na, teremos a opor tunidade ímpar de tirar uma dúvida incômoda, eu e todos os críticos atentos da aldeia: Ser ou não ser? Há mesmo cinéfilos na terrinha?
A existência de um curso de Cinema na Universidade Federal de Sergipe, os festivais locais e até a atuação (controversa, verdade seja sempre dita) de um Fórum dedicado à atividade audiovisual no estado sugerem que sim. Mas a bilheteria minguada do Cine Vitória afirma justamente o contrário. A conferir, portanto.
Nos dias 06, 07 e 08 de agosto, filmes voltam a ser projetados na tela da simpática sala localizada na Rua do Turista. O cartaz oferecido a cineastas com propósitos tão distintos quanto o francês Claude Lelouch e o pernambucano Cláudio Assis, contudo, não é garantia de público. Os estudantes e os realizadores formados pela UFS, além dos signatários das notas elaboradas pelo Fórum Audiovisual – um dia sim, o outro também, sob qualquer pretexto -, bastariam para lotar todas as sessões. Estes, no entanto, raramente dão o ar da graça.
Mais vale um gesto limitado, a exemplo de comprar um bilhete, do que as melhores intenções do mundo. Eu, de minha parte, acusado de ser um grande misantropo pelos desafetos de plantão, considero-me íntimo do Cine Vitória. E reservo ao espaço a mesma atenção dedicada aos melhores amigos.
* Rian Santos, jornalista.


