Polícia apura terceira denúncia de estupro coletivo

Um terceiro caso de estupro coletivo começou a ser investigado pela polícia na Grande Aracaju. Depois das denúncias feitas em São Cristóvão, onde uma menina de 11 anos e um rapaz de 15 foram violentados na semana passada, uma segunda menina da mesma idade, moradora da Barra dos Coqueiros, denunciou ter sido estuprada por seis adolescentes, dentro da Escola Municipal Creuza Gomes, periferia da cidade. O crime aconteceu em outubro do ano passado, mas só foi revelado pela vítima aos pais há poucos dias.
De acordo com a família, a garota contou que estava estudando numa das salas de aula, quando uma colega pediu que ela fosse buscar um livro na biblioteca. No caminho, ela teria sido agarrada e levada até um local desconhecido, onde foi amordaçada, amarrada e violentada pelo grupo. A vítima ficou com marcas de mordidas e arranhões, mas não contou o que aconteceu. Dias depois, os pais perceberam que a garota sofreu uma mudança brusca de comportamento, demonstrando impaciência, tristeza e nojo do próprio corpo.
Ainda segundo os familiares, a demora na denúncia aconteceu porque a menina teria sofrido ameaças dos criminosos, que prometiam matá-la caso o estupro fosse revelado. A denúncia foi feita primeiro ao Conselho Tutelar da Barra, que por sua vez encaminhou o caso à 11ª Delegacia Metropolitana (11ª DM). O delegado responsável, Valter Simas Sarmento, já ouviu algumas testemunhas e aguarda o resultado dos exames de corpo delito realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
Já os outros dois casos estão com o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), cuja delegada Lara Schuster também aguarda pelos laudos do IML. Pelo menos cinco suspeitos do estupro da menina de São Cristóvão já foram identificados e três deles, incluindo um rapaz de 19 anos, prestaram depoimento nesta sexta-feira.

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