Valadares Filho está confiante

Politicamente animado, seguro e convencido de que agora chegou a sua vez de se tornar prefeito de Aracaju nas eleições que acontecem em outubro próximo. É assim que se sente o pré-candidato a prefeito pelo PSB, deputado federal Valadares Filho. Ele diz que está com tudo pronto para o grande debate com os aracajuanos.
"Temos um projeto calcado no melhor possível para Aracaju. Queremos e vamos fazer o diferente. Há mais de ano que discutimos com comunidade e com bons técnicos os problemas aracajuanos e, deste debate, temos pronto um Programa de Governo realista, que pensa Aracaju com planejamento, numa visão desenvolvimentista", diz.
Na semana passada, Valadares Filho recebeu o apoio do PSC e mais seis partidos ligados ao senador Eduardo Amorim. "Gosto muito da tese do Eduardo, de que não fizemos uma aliança. Fizemos uma fusão. Claro que a eleição de 2018 não está em pauta. Estamos em 2016", diz.
 Valadares Filho diz ser muito importante que João Alves venha à reeleição. "Até para que o aracajuano o julgue pelo desempenho dele como prefeito nos últimos quatro anos. Caso ele não dispute, vejo chance de que vençamos em primeiro turno. Temos pesquisas para consumo interno que apontam nesta direção", diz.
Veja entrevista exclusiva concedida ao Jornal do Dia:

Jornal do Dia – O senhor foi um dos primeiros pré-candidatos a lançar o nome à Prefeitura de Aracaju. Já com alguns outros nomes anunciados, Edvaldo Nogueira (PCdoB), Vera Lúcia (PSTU), Dr. Emerson (Rede-Solidariedade), Sônia Meire (PSol), como avalia a disputa?
Valadares Filho – Avalio com muito entusiasmo. Com a naturalidade que a montagem de nomes e projetos para disputar a Prefeitura do maior Município de Sergipe exige. Os que aí estão postos, e particularmente falo do mim, certamente vão apresentar seus projetos e tentar convencer os aracajuanos daquilo que têm de intenção de fazer pela cidade. Da nossa parte, garanto que temos um projeto calcado no melhor possível para Aracaju. Queremos e vamos fazer o diferente. Há mais de ano que discutimos com comunidade e com bons técnicos os problemas aracajuanos e, deste debate, temos pronto um Programa de Governo realista, que pensa Aracaju com planejamento, numa visão desenvolvimentista. Pelo seu porte, com quase 650 mil habitantes -, pela sua importância história, social e econômica, Aracaju precisa ser vista e pensada sob uma perspectiva que não permita improviso de gestão. O fato de ter sido um dos primeiros pré-candidatos a lançar o nome, sinto-me hoje à vontade diante do projeto de renovação que levarei a debate nos próximos dias. No mais, sinto-me bem melhor, do ponto de vista da maturidade, depois de ter enfrentado uma eleição em 2012, ter obtido quase 38% dos votos e de ter vivenciado mais quatro anos de mandato na Câmara Federal.
 
JD – Recentemente, o senhor fechou aliança com o PSC, do grupo do senador Eduardo Amorim e do deputado federal André Moura, que indicou o candidato a vice-prefeito, Pastor Antônio dos Santos, para compor a chapa. Em quais aspectos essa aliança fortalece sua candidatura?
VF – Esta aliança com o PSC e mais seis partidos do seu entorno foi fechada dentro da mais absoluta normalidade política e com traços puramente republicanos. O senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura entenderam que paira sobre nossa candidatura o melhor projeto para Aracaju e decidiram por nos apoiar. Foi uma decisão calcada no projeto político que simbolizamos para Aracaju. E tive a felicidade que todo o grupo escolhesse o nome do grande homem público e religioso que éo Pastor Antônio dos Santos, detentor de quatro mandatos de deputado estadual e sempre com votações substanciosas em Aracaju, de onde também foi vereador. É um homem que conhece as demandas da Capital e em muito vai me ajudar a gestão. Eduardo, o líder maior deste agrupamento, é um político de alta representação na vida de Sergipe e de Aracaju. É o senador mais votado do Estado, com uma atuação parlamentar destacada e teve um grande gesto em retirar a sua pré-candidatura para apoiar o nosso projeto. Mas o que mais conta é o modo como ele pensa o futuro desta cidade. Em quase todos os aspectos, convergente com o nosso pensamento.
 
JD – Em decorrência dessa aliança, perdeu o apoio do PSD, do deputado federal Fábio Mitidieri, um dos primeiros a defender a sua candidatura. Como vê essa questão?
VF – Eu tenho dito em outras entrevistas que não considero ter perdido Fábio Mitidieri. Mais que isso: tenho a ele como um amigo de geração. Um parceiro de ideais. Para mim, é como se estivesse conosco. Tenho muita gratidão por ele ter sido uma peça importante em janeiro, no lançamento do nosso projeto, e compreendo a sua decisão. Sergipe é pequeno, todos se relacionam e não cabe criminalizar a opção política de ninguém. Tenho enorme apreço pela família Mitidieri – isso é extensivo a Fábio, a Maisa e a doutor Luiz. Não estou fazendo graciosidade quando digo que Fábio é um grande amigo de geração. O futuro próximo nos dirá isso. Estamos numa quadra da política sergipana em que pessoas como ele e Fábio Henrique terão papel importante.
 
JD – Qual o cenário com a disputa de João Alves à reeleição, caso seja confirmada?
VF – Considero de extrema importância que o doutor João venha à reeleição. Até para que o aracajuano o julgue pelo desempenho de prefeito nos últimos quatro anos. Caso ele não dispute, vejo chance de que possamos vencer no primeiro turno. Temos pesquisas para consumo interno que apontam nesta direção. Mas tenho consciência que teremos uma boa batalha democrática.
 
JD – Quais as prioridades que o futuro gestor de Aracaju deve ter?
VF – O que não faltam são prioridades. A cidade necessita de um choque de gestão em quase todas as áreas: na mobilidade urbana, no turismo, na saúde, no respeito aos servidores, na transparência. Faremos uma administração qualificando o gasto público, gastando menos com a prefeitura e mais com a cidade. Transformaremos os bairros de Aracaju no principal gabinete do prefeito. Faremos um governo conversando com as pessoas. Um Governo que tenha o sentimento dos aracajuanos.
 
JD – Alguns segmentos veem na aliança PSB e PSC a formação de novo grupo político em Sergipe com foco não só nesta eleição municipal, mas num planejamento estratégico para os próximos anos. Podemos crer no fortalecimento desse grupo?
VF – Sem dúvida. Espero que o planejamento estratégico e de desenvolvimento que estamos concebendo para o Governo de Aracaju nos próximos quarto anos possa ser pensado, e num bloco maior e coeso, para Sergipe inteiro. Precisamos fugir desse feijão com arroz da coisa pública em que vivemos, pensando somente no agora. Gosto muito da tese do Eduardo, de que não fizemos uma aliança. Fizemos uma fusão. Claro que a eleição de 2018 não está em pauta. Estamos em 2016.

"Pastor Antônio dos Santos é detentor de quatro mandatos de deputado estadual e sempre com votações substanciosas em Aracaju, de onde também foi vereador. É um homem que conhece as demandas da Capital e em muito vai me ajudar a gestão"

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