Cope e DHPP investigam morte de policial civil

Gabriel Damásio

 

A Polícia Civil segue algumas pistas que podem levar aos autores do assassinato do agente Paulo Sérgio Souza de Jesus, 61 anos, que era chefe de custódia da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), no Santos Dumont (zona norte). No começo da tarde deste domingo, o policial foi encontrado morto em sua própria casa, no Loteamento Espaço Tropical, Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju). O corpo estava amarrado com panos e tinha dezenas de marcas de facadas, que chegaram a desfigurar o seu rosto. O crime causou comoção e revolta entre os colegas de profissão de ‘Paulinho’, como ele era conhecido. Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) trabalham na apuração do caso.

Com base no que foi apurado até o momento, eles acreditam que Paulo foi morto por pelo menos duas pessoas e que o crime pode ter sido um latrocínio (roubo seguido de morte). Este detalhe foi confirmado na manhã de ontem pela delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza. “Até o momento, não temos a informação de ligação [do assassinato] com algum tipo de investigação ou com a atividade policial de Paulo Sérgio. Nós estamos tratando o caso como um latrocínio, porque as armas e vários objetos foram subtraídos”, disse ela, em coletiva de imprensa.

A morte de ‘Paulinho’ foi descoberta depois que soldados do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM) encontraram um carro abandonado em um matagal no Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Era um Renault Logan de cor vermelha e placas QXX-8541/SE, pertencente à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e acautelado à 3ª DM. O veículo estava com todas as portas abertas – inclusive a do porta-malas – e tinha manchas de sangue nos bancos, além de uma bolsa, um travesseiro, lençóis e uma faca, os quais também estavam sujos de sangue.

Os militares também acharam um contracheque da SSP no nome de Paulo Sérgio, o que acendeu o alerta. Uma equipe da 3ª DM foi até a residência do agente, cujo loteamento fica no caminho para a Praia da Costa, na Barra. A casa estava fechada e quando os policiais conseguiram abrir as portas, encontraram o cadáver do colega. A esta altura, várias equipes da Polícia Militar, da 3ª DM, do DHPP, do Cope e da Coordenadoria de Polícia da Capital (Copcal) já estavam mobilizadas para levantar as primeiras pistas do crime. Katarina preferiu não confirmar outros detalhes da investigação, para não atrapalhar o andamento delas, mas garantiu que a SSP está empenhada em identificar e “prender os assassinos o mais rápido possível”.

O corpo do agente foi liberado domingo à noite pelo Instituto Médico-Legal (IML) e permaneceu até a manhã de ontem em um velatório no bairro Getúlio Vargas (zona centro). Após uma cerimônia fúnebre católica, o enterro aconteceu no Cemitério São João Batista, no Castelo Branco (zona oeste), sendo acompanhados por dezenas de parentes, amigos e colegas, que o definiram como um policial dedicado, competente, alegre e muito querido dentro da polícia. Paulo Sérgio era da cidade de Barreiras (BA) e tinha 29 anos de carreira na Polícia Civil sergipana, tendo passado por várias delegacias da capital e do interior. 

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