Técnicos da Defesa Civil de Aracaju realizaram na manhã de ontem uma nova vistoria na ponte Godofredo Diniz, que interliga os bairros 13 de Julho e Coroa do Meio. De acordo com órgão, a vistoria teve como objetivo realizar novos registros fotográficos e aquisição de amostras do local a fim de compor o dossiê promovido pelos peritos. Em atuação intensificada – promovida desde o início desta semana após a circulação de informações alegando precariedade e risco real de colapso da ponte, a Prefeitura de Aracaju garante que as informações populares não condizem com a verdade, e pretende divulgar um relatório repleto de conteúdo técnico até o final deste mês.
Com o apoio operacional fornecido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, os fiscais analisaram, em especial, todas as bases fixadas no Rio Sergipe, as colunas, bem como toda a parte lateral da pista onde foi possível se deparar com tubulações repletas de ferrugem. Apesar da constatação, os peritos de imediato reforçaram a necessidade de se promover uma reforma geral na ponte em virtude do desgaste natural promovido pelo tempo, e destacaram que, ao menos na atual conjuntura, não existem indícios de ampla vulnerabilidade ao ponto de exigir judicialmente a interdição da área. Motoristas, ciclistas e pedestres podem continuar transitando sem macro preocupação.
Diante do alarde provocado pelo boato, nesta semana o Ministério Público Estadual (MPE) oficializou que trabalha na perspectiva de identificar e ouvir o responsável por criar e dar início ao compartilhamento da nota que possuía a análise pericial realizada por um suposto arquiteto urbanista vinculado ao Conselho de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (Condurb). De acordo com o promotor de justiça titular da Promotoria do Meio Ambiente, Eduardo Matos, é preciso que o profissional o qual teria realizado essa afirmação se apresente ao órgão de fiscalização e apresente os estudos. Desta forma será possível abranger a análise.
"Queremos ouvir as razões para ele ter dito isso. É preciso ter responsabilidade com o que se fala nas redes sociais. Esse caso teve bastante repercussão e criou um determinado pânico", declarou. Reforçando a inexistência de riscos de colapso, a direção da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), afirmou que desde 2015, a ponte passa por inspeções continuadamente e a prefeitura buscado recursos para recuperá-la. Assim como outras pontes da cidade, essa também precisa ser recuperada por estar em um ambiente agressivo, próximo ao mar e mangue, e sujeito a erosão. Apresenta desgaste e problema de ferragens, mas não existe nenhum risco de desabamento. (Milton Alves Júnior)


