No rumo certo

 

Lucas Campelo fez mui-
to bem ao pegar o ras-
tro de Dominguinhos. Caminho natural para qualquer sanfoneiro que se preze, a sua música é escoadouro de uma verdade muito antiga, a alegria e a tristeza próprias da vida, jamais pagou tributo à invenção do nordeste.
Há sanfoneiros de mãos cheias, capazes de levantar poeira em qualquer arraial de terra batida. E tem de ser assim mesmo, a animação dos outros é a razão primeira do ofício. Mas Dominguinhos foi, antes de tudo, um compositor extraordinário. Pescoço duro, alheio a cabresto, ele tocou muito forró, naturalmente. E de tudo o quanto viveu, as guerras declaradas no fundo do peito, a parte mais proveitosa foi comunicada em forma de música, sem nenhuma rédea.
Ninguém levou a sanfona tão longe, como fez Dominguinhos. No seu matolão, cabia tudo, com folga. Xote, maracatu e baião. E polca. E valsa. De uma versatilidade rara, o instrumentista impressionou os maiores entre os seus pares. Hamilton de Holanda não encontrou outro rival em matéria de destreza. Yamandu aprendeu com ele a valorizar a duração de cada nota. 
Quem não viu Dominguinhos no palco, debulhando canções enquanto o fole da sanfona ofegava, não sabe o que perdeu. Nos discos, ficou registrado apenas uma sombra do gênio, há ali somente uma ideia aproximada da verdadeira grandeza, pronta e acabada. Cara a cara, entretanto, a criatura humana, de olhar doce e sorriso largo, em paz com o mundo inteiro, se revelava por completo. Ante a majestade de sua presença, não seria exagero atribuir à música uma experiência quase religiosa.
Fé e festa, euforia e mansidão. Por tudo isso, aposta-se aqui que Lucas Campelo pegou o rumo certo, seguindo os passos de Dominguinhos. Um e outro abraçam a sanfona na alegria e na tristeza, sob qualquer pretexto. E aceitam a vida como ela é, com todos os altos e baixos.
Forró Caju – Lucas Campelo é uma das atrações do Forró Caju em Casa, uma série de apresentações realizadas em estúdio, com transmissão por uma rede local de TVs, rádio e internet, promovidas pela Prefeitura de Aracaju. Acompanhado por Denisson Kleber, pétala por pétala, ele desfia a fina flor do cancioneiro regional Serigy.
Clemilda, Rogério, Joésia Ramos, Ismar Barreto e Josa, o vaqueiro do Sertão, compõem o repertório animado pelo fole esperto de Lucas Campelo para contar a nossa história. Uma história que não seria a mesma, sem a existência luminosa de Dominguinhos.
Programação – No dia 27, Robertinho dos 8 Baixos abre a programação, que também inclui João da Passarada, Maruska, Lucas Campelo, Sérgio Lucas e Valtércio Paixão, que encerra a noite, às 23h30.. 
O Trio Itapoã é a primeira atração do dia 28 e se apresenta às 21h; seguido por Antônio Carlos du Aracaju, JoseanydyJosa, Trio Maturi, Forró Trem Baum e, encerrando a noite, às 23h30, Maraísa – a dama do forró.
 A última noite do evento trará os shows de Nino Karvan e Alberto Silveira, às 21h; Trio Piauí, às 21h30; Correia dos 8 Baixos, às 22h; Chiquinho do Além Mar, às 22h30; Jailson do Acordeon, às 23h; Coletivo Ensaio Secreto às 23h30 e Valter Nogueira encerrando o evento à meia-noite.
Ao fim do evento, 45 atrações terão se apresentado no Forró Caju em Casa. Todos os artistas se inscreveram através de um edital emergencial, que recebeu 182 inscrições, em cinco categorias: Sergipanos, Mestre Gonzaga, Arrocha, Forró Eletrônico e Tradicional.

Lucas Campelo fez mui- to bem ao pegar o ras- tro de Dominguinhos. Caminho natural para qualquer sanfoneiro que se preze, a sua música é escoadouro de uma verdade muito antiga, a alegria e a tristeza próprias da vida, jamais pagou tributo à invenção do nordeste.
Há sanfoneiros de mãos cheias, capazes de levantar poeira em qualquer arraial de terra batida. E tem de ser assim mesmo, a animação dos outros é a razão primeira do ofício. Mas Dominguinhos foi, antes de tudo, um compositor extraordinário. Pescoço duro, alheio a cabresto, ele tocou muito forró, naturalmente. E de tudo o quanto viveu, as guerras declaradas no fundo do peito, a parte mais proveitosa foi comunicada em forma de música, sem nenhuma rédea.
Ninguém levou a sanfona tão longe, como fez Dominguinhos. No seu matolão, cabia tudo, com folga. Xote, maracatu e baião. E polca. E valsa. De uma versatilidade rara, o instrumentista impressionou os maiores entre os seus pares. Hamilton de Holanda não encontrou outro rival em matéria de destreza. Yamandu aprendeu com ele a valorizar a duração de cada nota. 
Quem não viu Dominguinhos no palco, debulhando canções enquanto o fole da sanfona ofegava, não sabe o que perdeu. Nos discos, ficou registrado apenas uma sombra do gênio, há ali somente uma ideia aproximada da verdadeira grandeza, pronta e acabada. Cara a cara, entretanto, a criatura humana, de olhar doce e sorriso largo, em paz com o mundo inteiro, se revelava por completo. Ante a majestade de sua presença, não seria exagero atribuir à música uma experiência quase religiosa.
Fé e festa, euforia e mansidão. Por tudo isso, aposta-se aqui que Lucas Campelo pegou o rumo certo, seguindo os passos de Dominguinhos. Um e outro abraçam a sanfona na alegria e na tristeza, sob qualquer pretexto. E aceitam a vida como ela é, com todos os altos e baixos.

Forró Caju –
Lucas Campelo é uma das atrações do Forró Caju em Casa, uma série de apresentações realizadas em estúdio, com transmissão por uma rede local de TVs, rádio e internet, promovidas pela Prefeitura de Aracaju. Acompanhado por Denisson Kleber, pétala por pétala, ele desfia a fina flor do cancioneiro regional Serigy.
Clemilda, Rogério, Joésia Ramos, Ismar Barreto e Josa, o vaqueiro do Sertão, compõem o repertório animado pelo fole esperto de Lucas Campelo para contar a nossa história. Uma história que não seria a mesma, sem a existência luminosa de Dominguinhos.

Programação – No dia 27, Robertinho dos 8 Baixos abre a programação, que também inclui João da Passarada, Maruska, Lucas Campelo, Sérgio Lucas e Valtércio Paixão, que encerra a noite, às 23h30.. 
O Trio Itapoã é a primeira atração do dia 28 e se apresenta às 21h; seguido por Antônio Carlos du Aracaju, JoseanydyJosa, Trio Maturi, Forró Trem Baum e, encerrando a noite, às 23h30, Maraísa – a dama do forró.
 A última noite do evento trará os shows de Nino Karvan e Alberto Silveira, às 21h; Trio Piauí, às 21h30; Correia dos 8 Baixos, às 22h; Chiquinho do Além Mar, às 22h30; Jailson do Acordeon, às 23h; Coletivo Ensaio Secreto às 23h30 e Valter Nogueira encerrando o evento à meia-noite.
Ao fim do evento, 45 atrações terão se apresentado no Forró Caju em Casa. Todos os artistas se inscreveram através de um edital emergencial, que recebeu 182 inscrições, em cinco categorias: Sergipanos, Mestre Gonzaga, Arrocha, Forró Eletrônico e Tradicional.

 

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