Tomógrafos do Huse voltam a quebrar e pacientes são prejudicados

 

Milton Alves Júnior
Desde a manhã da 
última quarta-feira 
(04), todos os serviços realizados pelo setor de tomografia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), estão suspensos em virtude de nova pane mecânica registrada nas máquinas. Reconhecido pelos órgãos de fiscalização estadual e federal como a maior unidade hospitalar que atende aos mais de um milhão e duzentos mil sergipanos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), essa é a quarta vez em menos de um ano que o serviço fica temporariamente indisponível. 
De acordo com o Governo do Estado, até que os problemas sejam solucionados e as máquinas voltem a funcionar, os pacientes que apresentarem quadros mais graves serão encaminhados para o Hospital de Cirurgia, também em Aracaju, onde devem receber o atendimento especializado.
Conforme denúncias apresentadas por Sheila Galba, membro do grupo Mulheres de Peito, a recorrência dessas interrupções contribui diretamente para o desequilíbrio clínico dos pacientes. Para evitar a permanência dessa instabilidade assistencial ela pede o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), e do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE). "Infelizmente se órgãos superiores não se posicionarem à favor dos pacientes, certamente a continuidade dos tratamentos continuará sob risco. A saúde de milhares de pessoas continua em pleno retrocesso devido a problemas como esse do tomógrafo. Uma luta que estamos enfrentando há vários meses", criticou. Galba lamenta ainda que esse tipo de ocorrência esteja sendo registrada com frequência ao longo dos últimos anos.
 "Se qualquer pessoa passar dez minutos diante de um computador, ou mesmo analisando matérias que foram publicação inclusive pelo JORNAL DO DIA nos últimos anos vai perceber que esse tipo de problema não é novo. Quando não são as máquinas do abuse com problema, são as do Cirurgia. É realmente uma luta que parece não ter fim. Vidas estão indo embora devido a essa falta de qualificação da saúde pública em nosso estado", concluiu. O primeiro caso envolvendo problemas operacionais nas máquinas de tomografia do ajuste esse ano foi registrado em 03 de fevereiro. Naquele momento, além do HC, o estado possuía ainda parceria com o Hospital Universitário – administrado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS); o Centro de Medicina Integrada de Sergipe (Cemise); e a unidade de saúde Gabriel Soares.
Prazos – Em nota oficial encaminhada no final da tarde de ontem ao JD, a diretoria administrativa da Secretaria de Estado da Saúde esclareceu, e reconheceu, que os dois tomógrafos do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) apresentaram defeitos desde a madrugada da última quara-feira, e imediatamente todas as medidas já foram tomadas. Inicialmente, a secretaria acionou as empresas fabricantes e na próxima terça-feira (10), uma delas fará a troca de uma peça. Diante da situação, a Secretaria de Estado da Saúde estabeleceu um novo fluxo para o atendimento aos pacientes urgentes, com o encaminhamento para o Hospital Cirurgia.
Ainda de acordo com a diretoria de comunicação da pasta, a SES também já entrou em contato com uma empresa contratada pela SES para ampliar o atendimento e absorver a demanda dos pacientes não críticos. A secretaria reforça que o atendimento não foi prejudicado.

Milton Alves Júnior

Desde a manhã da  última quarta-feira  (04), todos os serviços realizados pelo setor de tomografia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), estão suspensos em virtude de nova pane mecânica registrada nas máquinas. Reconhecido pelos órgãos de fiscalização estadual e federal como a maior unidade hospitalar que atende aos mais de um milhão e duzentos mil sergipanos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), essa é a quarta vez em menos de um ano que o serviço fica temporariamente indisponível. 
De acordo com o Governo do Estado, até que os problemas sejam solucionados e as máquinas voltem a funcionar, os pacientes que apresentarem quadros mais graves serão encaminhados para o Hospital de Cirurgia, também em Aracaju, onde devem receber o atendimento especializado.
Conforme denúncias apresentadas por Sheila Galba, membro do grupo Mulheres de Peito, a recorrência dessas interrupções contribui diretamente para o desequilíbrio clínico dos pacientes. Para evitar a permanência dessa instabilidade assistencial ela pede o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), e do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE). "Infelizmente se órgãos superiores não se posicionarem à favor dos pacientes, certamente a continuidade dos tratamentos continuará sob risco. A saúde de milhares de pessoas continua em pleno retrocesso devido a problemas como esse do tomógrafo. Uma luta que estamos enfrentando há vários meses", criticou. Galba lamenta ainda que esse tipo de ocorrência esteja sendo registrada com frequência ao longo dos últimos anos.
 "Se qualquer pessoa passar dez minutos diante de um computador, ou mesmo analisando matérias que foram publicação inclusive pelo JORNAL DO DIA nos últimos anos vai perceber que esse tipo de problema não é novo. Quando não são as máquinas do abuse com problema, são as do Cirurgia. É realmente uma luta que parece não ter fim. Vidas estão indo embora devido a essa falta de qualificação da saúde pública em nosso estado", concluiu. O primeiro caso envolvendo problemas operacionais nas máquinas de tomografia do ajuste esse ano foi registrado em 03 de fevereiro. Naquele momento, além do HC, o estado possuía ainda parceria com o Hospital Universitário – administrado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS); o Centro de Medicina Integrada de Sergipe (Cemise); e a unidade de saúde Gabriel Soares.

Prazos – Em nota oficial encaminhada no final da tarde de ontem ao JD, a diretoria administrativa da Secretaria de Estado da Saúde esclareceu, e reconheceu, que os dois tomógrafos do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) apresentaram defeitos desde a madrugada da última quara-feira, e imediatamente todas as medidas já foram tomadas. Inicialmente, a secretaria acionou as empresas fabricantes e na próxima terça-feira (10), uma delas fará a troca de uma peça. Diante da situação, a Secretaria de Estado da Saúde estabeleceu um novo fluxo para o atendimento aos pacientes urgentes, com o encaminhamento para o Hospital Cirurgia.
Ainda de acordo com a diretoria de comunicação da pasta, a SES também já entrou em contato com uma empresa contratada pela SES para ampliar o atendimento e absorver a demanda dos pacientes não críticos. A secretaria reforça que o atendimento não foi prejudicado.

 

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